Revista Amaluz - 106



Linhas Ley e o Significado de Adão - 4

Por Richard Leviton e Robert Coons



(Obs. de E.O.: Dividi o texto em
16 partes, para a INTERNET)


A Malha de Linha 15 Orobórica

Os antigos geomantes chineses tinham uma compreensão abrangente das múltiplas relações harmoniosas entre Céu, Terra e Humano. Eles afirmavam que em primeiro lugar houve o Wu Chi, a vibração primitiva única ou Som Cósmico (chamado OM em sânscrito, o Logos do cristianismo original) que se distingue em Tai Ch’i, ou Dois Tons (polaridade yin/yang), que então se manifesta como os 12 Tons, o Lu. O 12 Lu são as 12 alturas fundamentais dentro da oitava, relacionadas umas com as outras por meio de proporções específicas. No Ocidente esta diferenciação de 12 graus da oitava é conhecida como Zodíaco; trata-se de outra topologia das modulações cósmicas básicas da harmonia celestial. Além disso, o chineses afirmavam que as modulações vibratórias influenciam a Terra com uma oscilação regular segundo ciclos horários, semi-diários, diários, semanais, quinzenais, mensais, sazonais, anuais e meta-anuais, todos catalogados em tabelas astronômicas/astrológicas. O ano geomântico foi dividido em 12 Notas, 6 yin, 6 yang, cada qual designada a um dos cinco Elementos (madeira, fogo, metal, água, terra).


Neste ínterim, os acupunturistas haviam traçado os 12 meridianos de energia primários do corpo humano, atribuindo a cada um uma polaridade yin/yang (por exemplo, Yin Absoluto, Yang Menor), um órgão (por exemplo, baço, coração, fígado, pulmões), um elemento (por exemplo, Coração/fogo, Fígado/madeira, Rins/água), e um ponto no ano-dia de aumento de atividade, propício para tratamento (por exemplo, Coração/Verão/Lua - 14 horas). Além disso, ligaram conceitualmente o sistema a um conjunto de quatro Leis do Ch’i que basicamente funciona segundo o Princípio do Ritmo de Hermes, incluindo Mãe-Filho, Marido-Mulher, Lua-Meia-noite, e os cinco Elementos. Elas regem e descrevem os movimentos oscilatórios de energia tanto nos meridianos humanos como nos meridianos da Terra.


No Ocidente, permutações de 12 elementos da energia Una foram catalogadas em termos de nossas atribuições zodiacais familiares (por exemplo, Sagitário/fogo, Touro/terra, Gêmeos/ar), cada qual "regida" por um planeta (por exemplo, Vênus rege Touro, Mercúrio rege Gêmeos), e associada a regiões específicas do corpo (por exemplo, Touro com a garganta, Gêmeos com os ouvidos, braços, mãos, peito, pulmões, e Sagitário com quadris e coxas). Na mitologia, este circuito de 12 encontrou expressão na imagem da Távola Redonda do Rei Artur dos Cavaleiros do Graal, representando cada Cavaleiro uma estação desta Casa do Zodíaco giratória.


Os acupunturistas chineses descobriram também que, além dos 10 meridianos relacionados a órgãos e dos dois canais associados respectivos (Regente do Coração/yin e Três Aquecedores/yang), existiam mais dois canais reguladores, a saber, o Receptáculo Regente (yang/solar/parte anterior do corpo/direcionamento) e o Receptáculo de Concepção (yin/lunar/parte posterior do corpo/resposta). Neste ínterim, os iogues indianos tinham descrito os três nadis sutis (relacionados), ou canais de Kundalini atravessando os chakras. São o pingala nadi (lado solar/direito), ida nadi (lado lunar/esquerdo), e sushumna nadi (caminho de fusão neutro/central). O pingala encerra a Chama da Matéria; o ida canaliza a Chama de Manas; e pelo sushumna corre a Chama do Espírito — do chakra da Raiz ao chakra da Coroa, de acordo com a seqüência evolutiva do despertar dos chakras. Tendo em vista este modelo, consideraremos homólogos o pingala nadi e o meridiano do Receptáculo Regente e consideraremos o ida pingala e o Receptáculo de Concepção correspondentes de forma análoga.


Esta é toda a base conceitual necessária para se analisar a Malha de Linha 15 Orobórica. É o corpo emocional de Gaia, Sua esfera interativa de formação da biosfera, que é a matriz de toda a vida na Terra. Esta Malha torna possível a sensação diferenciada (expressa na forma de emoções, regidas, conforme descrito na astrologia, pelos planetas e estrelas "em seus cursos"), sendo a ponte entre a Mente e a matéria física.


A Malha Orobórica, com seu Tai Ch’i equilibrado de, alternadamente, 6 linhas yin e 6 linhas yang, é a base das polaridades magnéticas da Malha 1746 Eletromagnética e, por conseguinte, da Terra física. A energia magnética, com seus pólos norte/sul a funcionar num biocampo carregado ao redor da matéria, está relacionada com o estabelecimento de polaridade ou com o equilíbrio do fluxo de energia entre dois pontos definidos. "Sem magnetismo não haveria nada que mantivesse o universo unido pois ele...contém o fluxo de vibrações dentro dos limites teóricos deste universo." (8*)


Desse modo, a Malha Orobórica é constituída de 15 Linhas de Dragão que atravessam a Terra, avenidas largas de Luz solar–diferenciada, que como a serpente de Oroboros mítica, une as caldas às bocas, formando um circuito de energia completo, ou Grande Círculo, ao redor do planeta.Não se trata de radiações vindas das Cúpulas ou dos topos de cúpula, como linhas de cúpula, embora elas realmente se cruzem e interajam com Cúpulas e topos de cúpula. Tampouco estas Linhas de Oroboros oscilam, sendo, sim, linhas constantes de energia à volta do planeta, contendo o filme orgânico da vida da Terra. Elas correm pouco acima da superfície da Terra, com freqüência paralelas às linhas de cúpula retas. Doze Linhas Oroboros principais circundam o globo, traçando 12 Grandes Círculos; cada qual com uma energia solar diferente, em geral batizadas segundo os 12 atributos Zodiacais (por exemplo, uma Linha Oroboros de Touro). Existem três linhas secundárias, geralmente denominadas segundo as características de masculino, feminino e neutro. Basicamente, as 12 Linhas Oroboros correspondem aos 12 Lu chineses e aos 12 meridianos dos órgãos, ao passo que as 3 Linhas Oroboros secundárias correspondem aos 3 nadis (e Receptáculos Regentes/de Concepção).


Cada um dos Grandes Círculos apresenta níveis diferentes e variados de vibração, ou cor, mas não abrangem todas as cores do espectro. O dourado é uma cor importante, ao passo que o lilás é encontrado ocasionalmente. As Linhas Oroboros são trilhas primárias de energia. Depois do nascimento de um ser biológico, como Gaia, as linhas de energia primárias determinam a natureza de seu crescimento e meio ambiente, ou seja, a biosfera. Pode-se visualizar uma esfera com 15 linhas douradas, brancas e lilás rodeando-a a intervalos geométricos, totalizando 62 pontos de intersecção e 120 triângulos de igual tamanho. Dentro de cada uma dessas interseções há uma linha positiva e negativa atravessando a superfície. Essas duas linhas são representadas por linhas azul claro que formam o lado oculto dos 120 triângulos. As linhas posteriores desses triângulos são douradas ou brancas, e as linhas positivas/negativas não são fixas, e sim oscilam segundo um padrão rítmico. Esta figura Orobórica global incorpora o dodecaedro e icosaedro, dois dos Sólidos Platônicos (descritos abaixo) que formam a biosfera; na realidade, a forma da Terra é uma combinação de todos os cinco Sólidos Platônicos (formas abstratas dos cinco elementos, que constituem a próxima Malha dimensional). É o entrelaçamento de energia que cobre a Terra; que produziu a estrutura ambiental da Terra.


Um exemplo famoso de Linha Oroboros é o St. Michael Dragon Ley na Inglaterra. Segundo o traçado de seu curso pelos rabdomantes, ela cobre 611 quilômetros, estendendo-se desde o sudoeste de Cornwall até Michael’s Mount (a 62 graus Leste de Norte, alinhado com o nascer do sol em 1O de maio, ou Beltane, um dos dias do calendário trimestral céltico) seguindo para o nordeste de Suffolk em Bury St. Edmunds. O caminho é pontilhado por inúmeras igrejas cristãs epônimas e consagrações megalíticas de outrora. Contudo, a Linha Oroboros St. Michael tem bem mais de 611 quilômetros; nem é propriedade exclusiva da Inglaterra de São Miguel. Prolonga-se ao redor de todo o planeta, voltando ao ponto de partida e unindo-se novamente depois de uma viagem circular de cerca de 38.600 quilômetros. Sua largura varia em pontos diferentes, tendo em algumas partes apenas 1,2 metro, medindo em outras várias centenas de metros de largura. Existem, na verdade, muitas linhas de Malha acima da Terra, estando a última a cerca de 3.300 metros acima do solo. Os meridianos Oroboros variam de largura e intensidade em especial nos pontos nodais (Cúpulas, topos de cúpula, nodos de linha e interseções Orobóricas), podendo apresentar milhares de pontos de tratamento principais e secundários dispostos ao longo de sua extensão.


Existe um local específico na Terra onde as Linhas de Miguel/solares e Oroboros/Lunares de fato se tocam, iniciando e concluindo seu circuito planetário e, por conseguinte, ativando as outras 12 Linhas Ororobos Zodiacais. É também o local da Cúpula Mestra, da Távola Redonda original de Camelot, da Corte Zodiacal do Sol. Este lugar é o Círculo de Avebury, no centro de Wiltshire, na Inglaterra. Avebury, de acordo com este modelo, é o umbigo planetário. Avebury é a tomada cósmica/elétrica primária da Terra. É ali que a Terra se liga ao cosmo. Avebury é a Central da Malha, o painel de controle geomântico planetário.

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Referências

(8*) - Alper, Dr. Frank, Exploring Atlantis, Volume 1, Coleman Publishing., Farmingdale, NY, 1983.

FONTE DO TEXTO

(http://www.amaluz.com.br).
Publicado originariamente na revista Amaluz, e agradeço publicamente aos seus responsáveis, pela oportunidade de aproveitar matérias muito interessantes. A Amaluz foi editada até o ano 2000 e era uma excelente publicação. Faço votos de que possa renascer, com a mesma qualidade e sucesso de antes.
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