Revista Amaluz - 111



Linhas Ley e o Significado de Adão - 9

Por Richard Leviton e Robert Coons



(Obs. de E.O.: Dividi o texto em
16 partes, para a INTERNET)


A Malha Megalítica Terrestre

"O mundo todo foi disposto segundo um esquema cósmico," explica o decano britânico de Mistérios da Terra, John Michell. (11*) A cultura megalítica realizou sua engenharia espiritual por meio dos templos de pedra ao ar livre. Posicionados geomanticamente em centros de Cúpula, esses templos ao ar livre (por exemplo, na Grã Bretanha, Stonehenge, Maiden Castle, Arbor Low, Rollright Circle, Maes Howe, e muitos outros) funcionavam como "estação receptora de influências diretas vindas de constelações celestes e energias da Terra" unindo, assim, Céu e Terra. A Grã Bretanha pré-histórica era um epicentro dessa engenharia de consciência megalítica, sendo uma terra de "centros intimamente ligados e intercomunicantes," acrescenta Michell, "comprometidos com o mesmo programa científico." Em parte caracterizando a Grã Bretanha moderna, Michell observou: "Um grande instrumento científico ocupa toda a superfície do globo. A grandeza da engenharia pré-histórica ainda não é geralmente reconhecida."


Embora a sofisticação da engenharia megalítica "pré-histórica" ainda possa permanecer em grande parte desconhecida, certamente seus resquícios ainda abundantes e visíveis não vão passar despercebidos. A extensão e abundância de locais megalíticos remanescentes na Grã Bretanha por si só impressionam. Estima-se que ainda há mil câmaras de pedra, pelo menos 30 mil túmulos, 900 círculos de pedra, três mil fortes em colinas e incontáveis milhares de pedras isoladas, todos em estados variados de decadência e negligência. Os nomes dados à panóplia científica da engenharia megalítica são também múltiplos e vários: dólmen, monumento, menir, disco, figura de colina, fogou, souterrain, cairn (montes de pedras sobre túmulos), cadeia de pedras, torre redonda, pirâmide, brugh, sepultura em galeria, campo pavimentado, anel-e-fosso. Trata-se de algumas das muitas ferramentas geomânticas de precisão usadas em consciência-tecnologia antigamente empregadas pelos mestres geomantes de Gaia.


O contexto dessas aplicações de engenharia megalítica era a interface entre o campo eletromagnético nativo da Terra e a Malha 1746 Eletromagnética, que atuava rearranjando o campo magnetizado da Terra e utilizando sua energia. A Terra é rodeada por um campo magnético unificado e dentro dele ela se comporta como se fosse uma bola de ferro magnetizado, com pólo norte e sul. Trata-se de um campo flutuante, apresentando alterações diárias da força geomagnética total (de 0,0002 gauss, no Equador, a 0,0005 gauss nos pólos, e variação de intensidade diária geomagnética de 20-50 gamas). A maioria dos cientistas atribui essas variações ao Sol; erupções solares e tempestades magnéticas, acarretando, dessa forma, situações geomagneticamente traumáticas na Terra. Além disso, a polaridade de campo geomagnética, verificada no decorrer do tempo, altera-se com freqüência, tendo talvez se alterado várias centenas de vezes no correr da longa história da Terra (calcula-se que a cada 230 mil anos), provocando tremendas alterações biosféricas e geológicas e a extinção de formas de vida.


O imenso e oscilante campo eletromagnético da Terra é a Mãe de nossos próprios biocampos humanos, eles mesmos, por sua vez, Mãe dos biocampos de nossos órgãos individuais. Ele faz as vezes de um útero de energia primordial dentro do qual todas as formas vivas da Terra sorveram sua nutrição e seu sustento enérgico contínuo. Num sistema de ecologia magnética, os ritmos de energia humanos guiam-se por variações no campo magnético da Terra; desse modo, os biorritmos humanos são condicionados por flutuações geomagnéticas que funcionam como nossos cronômetros, moduladores, reguladores, e, caso usados corretamente, curandeiros. (12*)


Os antigos druidas da Grã Bretanha, assim como os antigos mestres de feng shui da China, compreendiam esses múltiplos laços de energia e sabiam trabalhar harmoniosa e criativamente com o fluxo de pulsos eletromagnéticos interdependente e multidirecional para manter a saúde individual, a cooperação comum e paz a mundial. Seu contexto era a Malha Megalítica Terrestre e seu método a tecnologia de consciência.


O segredo geomântico dos druidas era compreenderem a Malha como um induzido supermagnético.


Seguindo o Princípio da Correspondência de Hermes, o motor elétrico moderno é uma versão em escala menor do mecanismo de conversão de energia da Malha da Terra. Os princípios básicos de projeto do motor elétrico ilustram esta realidade. O motor elétrico apresenta três partes básicas, pertinente a este modelo de Malha: o induzido, imã estacionário e comutador.


O induzido é a parte do gerador elétrico, dínamo ou motor na qual é produzida a energia elétrica. Normalmente é um núcleo de ferro macio revestido de fios isolados que produzem um campo eletromagnético em resposta a uma corrente elétrica que entra. O induzido é a bobina principal, giratória, condutora da corrente, atuando como um eletroímã induzido. O induzido em espiral reage com o imã estacionário, de fato criando seu campo magnético. Quando o induzido gira entre os pólos recém-estabelecidos do imã, isto gera a força eletromotriz, ou energia — a finalidade do motor. O comutador direciona (e altera) o fluxo da corrente elétrica primária proveniente do gerador, seja com corrente direta, seja com corrente alternada. A força eletromotriz gerada pela rotação do induzido num campo magnético proporciona a fonte de energia.


Dessa maneira, a eletricidade em movimento produz um campo magnético que, ao atravessar um campo elétrico de imã, produz força eletromotriz. Se a direção da corrente elétrica for alterada pelo comutador, os pólos inverterão a direção quando o induzido, de forma correspondente, mudar sua direção de rotação. Uma força de corrente direta constante produz um campo magnético inalterável, ao passo que uma corrente alternada faz com que o campo magnético se inverta sempre que a corrente for invertida.


Portanto, a Malha é um induzido supermagnético. A Malha de Linha 15 Orobórica é o induzido em espiral. O sutratma de Linhas Oroboros douradas/prateadas entrelaçadas que entra no Círculo de Avebury representa o comutador, o canal da corrente elétrica ora positiva, ora negativa que produz o eletroímã no induzido Oroboros. O induzido Oroboros produz o campo eletromagnético no imã estacionário da Terra, reagindo com seus condutores nativos minerais, cristalinos e de pedra. "O núcleo da Terra, composto principalmente de ferro fundido, conduz correntes elétricas que se ampliam, acompanhando os campos magnéticos," explica Hurtak, "quando ondas de energia bombardeiam as áreas polares da Terra." A força eletromotriz é retirada por meio dos centros da Malha 1746 Eletromagnética que fazem interface com os fluxos elétricos/telúricos naturais do campo magnético da Terra. Essa interface era o posicionamento inteligente do hardware megalítico (por exemplo, pirâmides ocas, com cimo de cristal de 30 metros de altura) nas caixas de junção chave da Malha num programa de tecnologia de consciência aplicada que rearranjou o padrão de campo magnético nativo numa Malha de energia viável da qual seria possível extrair de graça suprimentos inesgotáveis. Esta é a base da ciência paisagística sagrada druida louvada por Michell.


A Malha 1746 Eletromagnética é o projeto da matriz de energia do Engenheiro de Malha planetária, seu mapa de trajetória Con Edison (empresa de fornecimento de energia elétrica). A tecnologia de cristais avançada da Atlântida, por exemplo, representava o "dispositivo" ligado a este sistema de energia gratuita sorvendo virtualmente reservas infinitas de energia para capacitar a civilização (o aspecto tecnológico) e ao mesmo tempo promover a evolução espiritual da humanidade (o aspecto da consciência). (13*) A força eletromotriz não se torna disponível, em termos funcionais ou conceituais, sem esta fusão espiritual/científica expressa na forma de tecnologia de consciência e que provém da perfeita compreensão da interface humano/Malha. Os dispositivos de energia de Malha eram, e continuam sendo, uma fusão na forma de engenharia espiritual. Os Engenheiros Mestres de Malha eram, e continuam sendo, os Cavaleiros do Santo Graal. Dessa forma, a Malha é revelada como o contexto no qual consciência e tecnologia são harmoniosamente integradas num Tai Ch’i planetário visando à iluminação do humano e da Terra.


De acordo com este modelo de motor elétrico simples da Malha da Terra, as tão profetizadas mudanças da Terra, possível inversão do campo geomagnético e dos pólos, até mesmo o apocalíptico Segundo Advento de Cristo, estão todos encerrados na função do comutador de Malha.


Entre inversões de campo geomagnético, a Malha parece funcionar como um motor de corrente direta, com fluxo estável de eletricidade unidirecional. Mas com a iminência das Mudanças da Terra e inversão de campo, subitamente parece que a Malha é, na verdade, um motor de corrente alternada, simplesmente com longas pausas entre as inversões de campo. Uma alteração da polaridade da corrente elétrica que flui pelo comutador de Malha em Avebury significa, em essência, a introdução de um novo espectro eletromagnético de Luz/Vida/Consciência na Terra, o aprimoramento de nossos parâmetros de vida física por meio de uma eletrificação literal da matéria — a biosfera, a noosfera, e todos os nossos corpos de Malha — fazendo-nos entrar na quarta dimensão, no reino da antigravidade. Tudo será transfigurado em termos vibratórios — Assim no Alto como Embaixo — do Cristal de Evolução Estelar ao Cristal Poliédrico da Terra às moléculas humanas de DNA e ATP. Acontecerá unilateralmente, instantaneamente, sincronicamente.


Isto acontece porque a mensagem primária que a realidade da malha está nos transmitindo é a seguinte: somos todos um único corpo vibratório cristalino — galáxia, sistema solar, Terra, humano.

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Referências

(11*) - Leviton, Richard, "Message of the Stones," East West, Juno 1985, pp. 53-57.


(12*) - Leviton Richard, "The Body Eletric--Healing with Nature's Energy," East West, June 1986, pp 54-61.


(13*) - Whitfield, Joseph, The Treasure of El Dorado, Treasure Publications, Roanoke, VA, 1986.

FONTE DO TEXTO

(http://www.amaluz.com.br).
Publicado originariamente na revista Amaluz, e agradeço publicamente aos seus responsáveis, pela oportunidade de aproveitar matérias muito interessantes. A Amaluz foi editada até o ano 2000 e era uma excelente publicação. Faço votos de que possa renascer, com a mesma qualidade e sucesso de antes.
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