REVISTA AMALUZ - 61



CURAS NOTÁVEIS - 1


Por Shakuntala Modi, M. D.


(Obs. de E.O.: Dividi o texto em
5 partes, para a INTERNET)


PARTE 1


COMO COMEÇOU?

Quando eu estava fazendo meu estágio de Psiquiatria houve momentos em que senti muito desencorajada, por que não havia um tratamento único para todos os pacientes, a meditação age, mas não em todos os pacientes; e ainda pode aumentar a disfunção de alguns pacientes devido aos efeitos colaterais.


A tradicional terapia que usa conversação ajuda apenas a uma pequena porcentagem dos pacientes, vi pacientes sofrendo por anos, passando de médico a médico, e de hospital a hospital buscando alívio para os seus sintomas.


Durante meu estágio de residência, me esforcei para aprender diferentes tipos dos métodos de tratamentos disponíveis, aprendi Psicoterapia individual, Terapia de família, Terapia de grupo, Psicodrama, Análise transacional, Hipnose e Hipnoterapia. Assim pude usar essas várias técnicas com diferentes pacientes para atender suas necessidades de cura.

A meditação, em alguns casos, realiza o correto equilíbrio químico do cérebro; mas em outros casos, contudo, ela simplesmente empurra o problema de volta para o subconsciente e o acoberta, o paciente se sente, melhor temporariamente, mas os problemas continuam a vir para a superfície.Então, mais e mais meditação é usada por um longo período, restringindo a vida normal do paciente. Em alguns casos o paciente torna-se dependente da meditação, criando um problema adicional.


Com Terapia de Conversação, ou Psicanálise, seja individual, família ou grupo, os pacientes lidam apenas com a mente consciente. Eles relatam as razões, como estão percebendo consciente ou intelectualmente. Como resultado, meses ou anos de Psicanálise podem trabalhar até certo ponto, mas é apenas uma abordagem do tipo Band-aid.


Os problemas entram em recorrência, a Psicanálise tem o seu sucesso, assim como os seus fracassos. Desafortunadamente o número de fracassos em qualquer período, de longo excede o número de casos bem-sucedidos. Mesmo quando auxiliado pelo uso da meditação psico-trópica o índice de sucessos da Psicanálise Tradicional permanece baixo!

Consternada pela falta de sucessos da Psicanálise Tradicional, decidi usar outras técnicas, especialmente hipnoterapia, combinada com as técnicas de Psicanálise.


A hipnose permite que o paciente descubra as razões subconscientes básicas para os seus problemas emocionais e físicos, os problemas não resolvidos são trazidos da mente subconsciente para a mente consciente. Por conseguir lembrar, reviver, liberar, entender e resolver, os traumas e as questões, pacientes podem se libertar de seus problemas de longo tempo, em apenas algumas sessões.


Muito pouca ou nenhuma meditação é necessária, e o tempo envolvido é relativamente curto.Tenho efetivamente usado Hipnose para insônia, ansiedade, maus hábitos, controle da dor, sugestões positivas para a vida diária; e Hipnoterapia para descobrir problemas ocultos, e assim ajudar as pessoas.


Depois de anos de minha prática de Psiquiatra, eu me sinto satisfeita acerca da qualidade do meu trabalho e dos resultados que tenho tido com os meus pacientes. Fui capaz de ajudar as pessoas com modalidades de tratamento combinado, dependendo das necessidades do paciente.


Mas, algumas vezes, surgiram pacientes pelos quais não pude fazer muito, exceto o uso de medicações e psicoterapia de apoio. E continuei a procurar novos meios de ajudar meus pacientes.

MINHA DESCOBERTA ACIDENTAL DE UMA VIDA PASSADA

Acerca de onze anos atrás, conheci Martha, uma mulher de 34 anos, dona de casa e mãe de três filhos, e que estava sofrendo de uma prolongada claustrofobia, o que prejudicava seu dia a dia, o problema estava se agravando e como resultado ela estava tornando-se severamente deprimida e às vezes com tendências suicidas.


Sofria de graves ataques de pânico várias vezes ao dia, todos os dias, durante estes ataques de pânico ela tinha dificuldades de respirar, palpitações, vertigens, sentimento de intenso medo e apreensão, e medo de morrer. Comecei a tratá-la com medicação e psicanálise convencional.


Isso a ajudou até certo ponto, mas sua claustrofobia e ataque de pânico continuaram. Durante uma sessão, eu lhe perguntei acerca da última vez que ela tivera um ataque de pânico, começou a ficar ansiosa e disse: "Eu estou começando a ter um agora mesmo, doutora". E começou a fazer força para respirar. Pedi que fechasse os olhos e focalizasse os sentimentos físicos e emocionais, e permitisse que estes sentimentos a levassem de volta para um outro momento, para a fonte de seus problemas quando ela se sentira da mesma forma. Martha entrou num auto-induzido estado de transe. Pensei que ela iria provavelmente se lembrar de sua infância, de algum acidente onde ficaria presa num armário, sótão, banheiro ou qualquer aposento pequeno de onde não pudera sair. Em vez disso, começou a dizer que estava num outro tempo, numa outra vida e num corpo diferente, como uma menina pequena.


"Eu estou num caixão", ela gemeu. "Eles estão pensando que estou, morta" ! Eles estão fechando a tampa. Estou com medo de morrer. Mas, e se eles fecharem a tampa do caixão e eu não morrer? Então, o que é que vou fazer?


Fui tomada por uma completa surpresa (Dra Modi, falando), mas deixei que ela continuasse a história e libertasse as emoções associadas ao caso, quando ela saiu de seu transe auto-induzido, parecia perplexa mas relaxada. Eu não sabia o que fazer daquela sessão. Para a minha surpresa seus ataques de pânico desapareceram logo após a sessão. Na sessão seguinte declarou que estava livre de sua paralisante claustrofobia, depressão e ataques de pânico.


Estava agradavelmente surpresa, jamais tivera um tal resultado miraculoso antes, muitos pensamentos dispararam em minha mente. Fiquei imaginando se houvera outros psiquiatras ou psicólogos com ocorrência similares, onde um paciente regressara espontaneamente a uma vida passada com resultados tão dramáticos.

Nenhum outro dos meus pacientes houvera regressado para uma outra vida. Tinha ouvido falar de uma regressão acidental a uma vida passada, durante uma conferência sobre Hipnose, e também tinha visto na TV uma pessoa passando por uma regressão a outra vida. Achei o conceito interessante, mas não fiquei pensando em utilizar isso no tratamento dos meus pacientes.


Mas, estava impressionada com a cura de Martha. Comecei a procurar literatura que tratasse do assunto regressão a vidas passadas, para a minha surpresa havia muitos livros escritos sobre isso. Havia muitos psicólogos, psicoterapeutas e hipnoterapeutas, e alguns psiquiatras que estavam usando o que eles chamavam de Terapia das vidas passadas.


Estava transtornada comigo mesma,pensando:"Onde estava eu todo esse tempo?" "Porque eu não encontrei isso antes ?" Então, comecei a utilizar esse método combinado com outros tradicionais, freqüentemente com rápidos e dramáticos resultados, libertando os pacientes daqueles sintomas que os tolhiam.

Conforme o tempo foi passando fiquei cada vez mais admirada que "estar sendo, enterrado vivo" é um dos temas mais comuns que se apresentam através de meus pacientes, e ao se lembrar, reviverem, liberarem e entenderem o evento, eles ficavam livres de seus sintomas também.


Entendi que regressão a vida passada é uma extensão da regressão de idade, só que leva o paciente até outra vida, a um evento traumático que causou os problemas na vida atual.


Connie, uma outra paciente, sofria de asma. Ela também não podia ter coisa alguma em volta do pescoço. Sob Hipnose, lhe pedi para se mover de volta no tempo até a fonte de seus problemas. Ela instantaneamente se viu regressando ao momento do seu nascimento. Seu cordão umbilical enrolara-se em volta do seu pescoço e ela não podia respirar.


Durante a sessão seguinte, Connie me disse que sua asma tinha melhorado, mas ainda não podia vestir nada que ficasse em volta do pescoço. Pedi-lhe, de novo sob Hipnose, que fosse até a fonte do seu problema, e ela se viu num tempo, numa outra vida onde era um homem que foi enforcado.


Depois de libertar as emoções e os sentimentos físicos associados ao enforcamento se sentiu completamente livre de sua asma e já podia usar colar e abotoar a blusa até a última casa.

Percebi, que ao pedir a meus pacientes, sob Hipnose, "para ir até a fonte de seus problemas", eles se vêem indo a um trauma ocorrido nesta vida presente, na infância, na hora do parto ou mesmo ainda no útero. Outras vezes regressam direto para um tempo e uma outra vida. Entendi que a mente subconsciente da pessoa, freqüentemente tem as respostas para os problemas dele ou dela; e se for permitido o paciente lembrar, reviver, liberar e resolver o caso, ele ou ela fica livre dos sintomas.


Esta realização marcou o início de uma excitante jornada, procurando fundo no subconsciente e encontrando as razões da doença mental!


Comecei a perceber que havia várias fontes de problemas dos pacientes, ou seja, traumas na presente vida, incluindo traumas do nascimento e traumas do útero, e também traumas de uma ou mais vidas passadas. O Processo é como uma cebola, é preciso remover as razões dos problemas camada após camada.

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FONTE DO TEXTO

(http://www.amaluz.com.br). Publicado originariamente na revista Amaluz, que não mais tem sido editada, embora fosse uma ótima publicação. Fazemos votos de que possa renascer, com a mesma qualidade de antes.




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