REVISTA AMALUZ - 75



A HISTÓRIA DOS KOGI: AS CRIANÇAS
DOS PRÓXIMOS MIL ANOS - 1

Por Drunvalo Melchizedek


(Obs. de E.O.: Dividi o texto em
2 partes, para a INTERNET)


PARTE 1

A história que vocês estão prestes a ler é verídica, mas também incomum. Tanto que, se vocês não tiverem a mente aberta, ela parecerá impossível. E se vocês não tiverem um coração aberto, a história não será compreendida para que possa ser vivida.


Nos últimos anos, tenho estado em Yucatán várias vezes trabalhando com o xamã maia Hunbatz Men. Ele tem realizado nos tempos que correm as cerimônias dos antigos sacerdotes maias para trazer e estabilizar as novas energias de nosso Sol — energias que nunca entraram na Terra e que alteram a maneira de percebermos a vida.


Seu trabalho é muito importante para o desenvolvimento do novo mundo na Terra e para o nascimento de nossa nova consciência.

Alguns meses atrás, um homem chamado Ellis, que trabalhava junto de Hunbatz Men, veio ter comigo e começou a me contar esta história. Ele disse que na Colômbia, nas profundezas da floresta amazônica, havia uma tribo aborígine chamada Kogi. Não tinham idioma e "falavam" uns com os outros apenas telepaticamente.


Na verdade, eles produziam pequenos sons, que não eram, contudo, organizados de forma lógica num padrão, tal como um alfabeto. Eram meramente sons, mas que vinham do coração, não da mente, e criavam imagens na cabeça da pessoa, de forma que ela conseguia "ver" o que a outra estava comunicando.


Ellis disse que sem dúvida eles eram capazes de viajar fora do corpo e sabiam tudo o que estava acontecendo ao redor do mundo, embora nunca tivessem fisicamente saído de sua terra natal. Nunca tinham sequer tentado se comunicar com o mundo externo, exceto com um uns poucos afortunados.


Os Kogi não nos vêem como se estivéssemos "dormindo," como várias das religiões hindus e orientais nos percebem. Os Kogi nos vêem como se estivéssemos "mortos." Não estamos vivos, somos, sim, apenas sombras da energia que poderíamos ser.


Não temos bastante energia de força vital e consciência para sermos por eles classificados como pessoas reais. Os Kogi acreditavam que, com o uso de suas capacidades psíquicas, podiam ver claramente o futuro. E o que viam era semelhante ao que muitas outras tribos em todo o mundo viam: um mundo que estava prestes a ser destruído pelo mau uso da consciência.


Então, há algum tempo, eles viajaram por todo o mundo em seus corpos de luz procurando alguém que estivesse vivo. Em todo o mundo, conseguiram encontrar só mais uma tribo, cujos integrantes eram maias e moravam nas profundezas das florestas da Guatemala. Ficaram muito contentes por descobrir mais gente viva.

Mas segundo a crença dos Kogi, sua profecia, com a vinda do Eclipse em 11 de agosto de 1999, todo o mundo pararia, e só os Kogi e esta outra tribo maia sobreviveriam para habitar a Terra. Por isto ficaram tão felizes ao encontrar alguém, além deles, que compreendia.


Então, quando o eclipse lentamente revelou sua face em 11 de agosto, ficou claro para os Kogi que algo acontecera desde a época em que vasculharam o mundo em busca de vida, algo que eles não conseguiam entender. Pois a "grande mudança" acontecera, e nós, os mortos, ainda estávamos aqui. Deveríamos ter nos dissolvido, voltando a ser Sonho. Não que eles quisessem isso, não era essa sua natureza. Simplesmente deveria acontecer.

Então, os Kogi se puseram a tentar descobrir por que os mortos ainda estavam na Terra, e à medida que vasculhavam os registros vivos e vibrantes desta Realidade, encontraram exatamente onde acontecera e por que acontecera.


Alguns dos mortos tinham ganhado vida e criado um sonho que continha força vital suficiente para salvar o mundo que conhecemos. Segundo nossas condições, alguns de nós tínhamos criado um mundo paralelo no qual a vida poderia continuar a crescer, um mundo no qual os mortos poderiam se tornar vivos. Os Kogi foram específicos, localizando exatamente quem eram estas pessoas que estavam criando esta mudança que alterara o destino do mundo.


Os Kogi viram estas pessoas com corpos vivos de luz à sua volta, pessoas que tinham ativado seus corpos de luz, ou em termos antigos, sua Mer-Ka-Ba.


Como fui um dos professores que transmitiram estas informações, os Kogi enviaram um mensageiro a Ellis e de Ellis para mim. Eles me enviaram um pouco de tabaco embrulhado num pedaço de algodão vermelho vivo, dizendo simplesmente: "Obrigado."


Uns meses depois, os Kogi mandaram a Ellis outro presente para me dar com uma mensagem. O presente era uma pequena bola feita de resina de árvore escura e pegajosa mais ou menos do tamanho de uma ameixa. Tinha cheiro da floresta. Havia neste presente de resina uma energia que eu sentia em minhas profundezas. Eu sentia a ligação em meu coração.

A mensagem dizia que eles enviariam alguém para me ensinar a falar sem palavras de forma que pudéssemos nos comunicar. Disseram então que, quando a ligação e a comunicação fossem estabelecidas, pediam que eu entrasse na floresta colombiana e visitasse sua tribo. E que se eu visitasse o mundo deles, eles visitariam o meu. Estariam então preparados para, pela primeira vez na história de sua tribo, sair da floresta, e aparecer na televisão no mundo todo, nada menos, para falar conosco — seja qual for o significado de "falar," visto que, pelo que sabemos, eles não têm idioma, embora eu não tenha certeza. E o que têm a dizer, também não sei. Mas por meio deste pequeno pedaço de resina de árvore, estou começando a sentir.


Quando Ellis foi embora depois desta segunda visita, sentei-me a pensar em todo este acontecimento. Era verdade que os Kogi conseguiam ver com tanta clareza a Realidade? Iam realmente enviar alguém para me ensinar a falar sem palavras? O que realmente significava tudo aquilo? Meditei com os anjos, mas eles simplesmente aprovaram o que estava acontecendo e não me deram informações nem assistência.

CONTINUAÇÃO DO TEXTO

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FONTE DO TEXTO

(http://www.amaluz.com.br). Publicado originariamente na revista Amaluz, que não mais tem sido editada, embora fosse uma ótima publicação. Fazemos votos de que possa renascer, com a mesma qualidade de antes.




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