REVISTA AMALUZ - 88



CÁPSULA DO TEMPO
Wingmakers (Fazedores de Asas) - 2

PARTE 2 NESTE SITE
(DA PARTE 5 DA REVISTA)

(Obs. de E.O.: organizei e dividi o texto em
13 partes, para a INTERNET)


CONTINUAÇÃO DA ENTREVISTA
COM O DR. ANDERSON, POR ANNE

Anne: "Bom que você falou sobre a música, pois não entendo o porque desse elemento na cápsula do tempo".


Dr. Anderson: "O que você quer dizer"?

Anne: "A música já estava no disco ótico e você simplesmente pegou de lá, ou foi produzido pelo Grupo Labirinto baseado nas anotações musicais"?


Dr. Anderson: "Na realidade, foi uma combinação das duas coisas. Suas anotações musicais eram muito precisas e eles deixaram amostras digitais de cada um de seus instrumentos, mesmo dos sonoros. Então, simplesmente nós traduzimos suas amostras digitais para um padrão MIDI e produzimos nossa própria versão da música. De todas as coisas que nós traduzimos, a música foi a mais fácil de produzir, e também a única que tínhamos certeza quanto a sua exatidão".

Anne: "Então você se envolveu com a tradução da música também "?


Dr. Anderson: "Sim, eu ajudei tanto na descoberta inicial das anotações musicais, como também com os índices de tradução. Eu não fui envolvido na fase de produção, embora estava curioso para ver como ficaria".

Anne: "Eu posso ouvir algumas dessas composições "?


Dr. Anderson: "Sim, sem dúvida. Quando desertei, o ACIO tinha traduzido com sucesso 10 das 23 composições musicais. Eu as tenho. E eles foram convertidos tanto para CD e como para fitas cassete. Eu também tenho um arquivo completo das outras 13 composições na forma original dos WingMakers".

Anne: "Como exatamente elas foram produzidas "?


Dr. Anderson: "Você quer dizer técnica ou artisticamente "?

Anne: "Eu acho que ambas ".


Dr. Anderson: "No aspecto técnico nós precisamos reduzir suas amostras até uma resolução de 384-bits para poder usá-las em nossos sistemas de computadores. Quando ouvimos as amostras de instrumentação, ficamos aliviados por ouvir sons familiares. Havia alguns que eram diferentes, mas a maior parte, as amostras digitais que foram codificadas no disco ótico, eram iguais a instrumentos musicais contemporâneos ouvidos no mundo atual.


"Certa vez nós pegamos suas amostras e as organizamos em oitavas, levamos suas anotações de composição e basicamente deixamos o computador selecionar a instrumentação digital baseado em suas amostras. Eventualmente isto tudo tinha que ser reduzido para um sistema master de CD de 24-bits, foram então impressos em um CD e gravados em uma fita cassete.


"Para a produção artística, realmente não havia muito mais a fazer além do que já tínhamos feito. Os computadores fizeram todo o trabalho interpretativo e praticamente toda produção. Alguns de nosso grupo tocaram as músicas em várias versões, evidentemente de uma forma amadora, apenas para testá-las. A música era muito popular, particularmente quando você a escutava em uma resolução de 384 bits ".

Anne: "Ninguém ficou impressionado que a cápsula do tempo incluía um "kit de construção musical" em vez de uma música já gravada. . . Isto é, porque nos deixaram uma interpretação de suas músicas"?


Dr. Anderson: "Tudo era muito impressionante no projeto Ancient Arrow. Tudo.


"Nós não sabemos porque fizeram dessa maneira, mas novamente, nossa hipótese era que os WingMakers não tinham como trazer sua música para nosso mundo, pois, nos faltaria tecnologia para ouvi-la. Assim eles desmembraram a música, assim como você colocou, em um "kit de construção musical", que nos possibilitou ouvi-la com nossa tecnologia atual. É a razão mais lógica.


"Vários de nós tiveram a oportunidade de experienciar nas câmaras um e dois, uma forma totalmente integrada de expressão e foi uma experiência muito poderosa. . .isso para dizer o mínimo. Quando você ouve a música em uma resolução de 384 bits com as pinturas originais, permanecendo dentro da câmara onde elas foram colocadas, é uma experiência muito comovente e espiritual. Algo como nunca tinha experimentado antes ".

Anne: "Em que sentido "?


Dr. Anderson: "É como se a sensação de existir fosse arrancada do seu corpo e irresistivelmente puxada para o portal da pintura. Há uma sensação muito forte de movimento dentro e além destas pinturas, e a música e as pinturas são apenas dois dos tipos de arte, a terceira, a poesia, também faz parte da experiência".

Anne: "Então me fale sobre a poesia ".


Dr. Anderson: "Os poemas são expressivos, com uma gama muito extensa de assuntos. Para a maioria de nós do ACIO, eles poderiam ter sido escritos por qualquer poeta contemporâneo. Não havia nada neles que pudesse determinar que eram de uma cultura 750 anos em nosso futuro. Muitos dos mesmos temas sobre espiritualidade, amor, relacionamentos, e morte também eram evidentes em seus poemas. A maior parte das poesias foi traduzida porque não há muito texto envolvido. . . pelo menos quando se compara com os documentos filosóficos e científicos. Em cada câmara há duas poesias, portanto ao todo são 46".

Anne: "Isso é interessante. Todos os outros — as pinturas, música, artefatos, filosofia — tem apenas um por câmara. Por que você acha que eles colocaram dois poemas em cada câmara, em vez de um "?


Dr. Anderson: "Em minha opinião era para dar uma perspectiva mais ampla de um determinado tema representado por uma câmara específica. A poesia foi criada de tal forma que permite se ter uma perspectiva tanto pessoal quanto universal de cada uma das câmaras... mas novamente, é apenas uma hipótese de trabalho, até o momento".

Anne: "Posso concluir então que a poesia é também um pouco menos abstrata quando comparada à filosofia e as pinturas. Você analisou como a poesia está relacionada com as pinturas"?


Dr. Anderson: "Sim. E acredito que a poesia e as pinturas têm a mais forte conexão entre todos o outros objetos em cada uma das câmaras. Penso que as pinturas ilustram, de uma maneira sutil, os temas representados na poesia. Em alguns casos, quando a pintura representa um conjunto de objetos abstratos, a poesia também é mais abstrata. Quando a pintura é mais ilustrativa, a poesia parece mais como prosa".

Anne: "Você está dizendo então que a poesia leva o significado central de cada câmara"?


Dr. Anderson: "Eu não estou seguro, mas parece que a poesia é de alguma maneira representada simbolicamente na pintura da câmara que está associada. O problema é que a poesia é de interpretação tão subjetiva que é impossível entender seu tema com precisão. Eu deveria ter mencionado antes, mas a gramática e sintaxe do idioma deles são muito diferentes do nosso, de tal forma que as sentenças não tem fim, pois não são marcadas com pontos.


"Em outras palavras, se fizéssemos uma tradução literal, não haveria nenhuma estrutura de oração. . . estaria mais perto de uma sintaxe lógica. . . e o significado fluiria dentro de uma linguagem abstrata, que seria muito difícil de ser entendida pela maioria das pessoas. Quando eu estava fazendo as traduções da poesia, coloquei em uma estrutura de oração que fragmentava seu significado, portanto, poderia ser melhor entendida. Talvez no processo eu tenha mudado o significado sem querer, mas, ou era assim ou a poesia seria por demais abstrata para ser assimilada".

Anne: "Há uma conexão entre a poesia e a filosofia de cada câmara "?


Dr. Anderson: "Meu colega e eu sentíamos que todos os objetos dentro de uma câmara específica estavam conectados. . . mas seguiam uma determinada linha que não conseguíamos pesquisar. Estávamos constantemente preocupados que nossos índices de tradução estavam de alguma maneira inexatos, e que isto estava limitando nossa habilidade para ver a conexão entre os vários objetos. E sem dúvida, a mais enigmática conexão era os artefatos de tecnologia, porque nós não tínhamos como pesquisá-los ou tirar qualquer conclusão sobre sua finalidade ou objetivo".

Anne: "Falemos um pouco sobre os artefatos achados em cada câmara. O único sobre o qual se comentou foi o disco ótico encontrado na 23ª câmara. Eu sei que você me mostrou algumas fotografias dos outros, mas poderia descrevê-los melhor com respeito a como você os analisou, e quais são as idéias para conectá-los como um todo com a cápsula do tempo "?


Dr. Anderson: "O disco ótico é o único artefato dos 23, que nós achamos que o ACIO tinha acessado com sucesso, pelo menos até onde sei. Os outros artefatos foram todos levados para o laboratório de pesquisa do Grupo Labirinto na Virgínia, logo após sua descoberta. Esses artefatos nunca foram conhecidos por ninguém abaixo do nível 12. Havia fortes rumores dentro do ACIO que existiam tecnologias dentro da cápsula de tempo, mas nunca foram considerados seriamente, e com certeza, também não foram pela NSA.


"Fifteen tinha uma grande curiosidade nos artefatos de tecnologia por que poderiam representar possíveis soluções para BST. E, como mencionei antes, Fifteen e a maioria do Grupo Labirinto relacionada com o assunto, sentiram que os WingMakers poderiam representar o futuro do Grupo atuando no presente, à medida que tentavam passar sua tecnologia de viagem interativa no tempo para nós. Portanto, Fifteen logicamente considerou que esses artefatos poderiam representar uma peça nesse quebra-cabeça e que, até aquele momento, não havia percebido".

Anne: "Mas o que eu vi não parece uma coisa tão avançada ou baseada em alta tecnologia. Eles poderiam passar por simples cristais ou pedras. . . ou algo orgânico. Por que o Grupo Labirinto estava tão convencido que poderiam significar a chave para a viagem no tempo "?


Dr. Anderson: "As estruturas cristalinas que foram achadas, na maioria dos casos, pareciam bem comuns quando eram visualmente examinadas, pareciam ser cristais. Mas quando você examinava suas características moleculares e atômicas, ficava claro que eram objetos feitos pelo homem. Isto é, eram estruturas cristalinas sintéticas, e nós mantivemos a hipótese que elas foram codificadas com informações, assim como o disco ótico e as pinturas. Consideramos também a hipótese que foram conectadas potencialmente com o disco ótico, pois foi o último dos artefatos e parecia o equivalente a uma pedra chave ou uma chave mestra ".

Anne: "Algum texto traduzido do disco ótico faz referencia aos outros artefatos "?


Dr. Anderson: "Não, para nosso infortúnio, não havia nenhuma referência. . . pelo menos até agora ".

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OBSERVAÇÃO DE E.O.

Em verdade são 13 as páginas deste site referentes às entrevistas com o Dr. Anderson, que correspondem às 5 partes disponíveis no site www.amaluz.com.br (as partes 5, 7, 8, 9 e 10).


Por serem longas as transformei em 13, que mesmo assim continuam extensas. Faltam as quatro primeiras partes originais, de acordo com a publicação impressa, bem como a sexta, que não estão disponíveis no site referido, que tem sido a única fonte existente na Internet, em português. Mesmo assim, o texto remanescente é vasto e permite muito bem a compreensão do contexto do tema e a captação das mensagens essenciais, principalmente porque consistem em perguntas e respostas, onde são retomados temas que estavam nas outras páginas ausentes.


Subdividi em 5 páginas este primeiro trecho, que originalmente era a "Parte 5" na revista Amaluz. As páginas que faltam não se acham na INTERNET, em português, até o presente momento. Em inglês, não sei se existem.

ÍNDICE GERAL

Todas as páginas desta seção

FONTE DO TEXTO

(http://www.amaluz.com.br). Publicado originariamente na revista Amaluz, que não mais tem sido editada, embora fosse uma ótima publicação. Fazemos votos de que possa renascer, com a mesma qualidade de antes.




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