CURIOSIDADES SOBRE O MOVIMENTO BAHAÍ

EPISÓDIOS E INFORMAÇÕES DA VIDA DE BAHÁ'Ú'LLÁH

Bahá’u’lláh descendia de um lado, de Abraão, através de sua esposa, Quetura e de outro, de Zoroastro, como também de Yazdgird, o último rei da Dinastia Sassânica. Ele era ainda descendente de Jessé e pertenceu, através de Seu pai, Mirzá Buzurg de Núr, a uma das mais antigas e renomadas famílias de Mazindarán.


Bahá’u’lláh nasceu na província de Mazindarán, na Pérsia (hoje Irã). Essa parte do país já há muito conhecida como a Terra da Promessa. Foi escrito o seguinte sobre Mazindarán: "Existem muitas lendas sobre a província. Diz-se que nela crescerá uma árvore celestial, cujos galhos atingirão o céu. O fruto dessa árvore será destinado para a vida de todas as nações. Muitas pessoas viajaram para essa região, na esperança de encontrar a árvore maravilhosa. Outra lenda diz que o rei da guerra e do ódio tinha sido feito prisioneiro em uma das altas montanhas do lugar."



A casa do Vizir em que Bahá’u’lláh nasceu, era das mais luxuosas daquela época, nela não faltava nenhuma comodidade, o mesmo que na casa de verão de sua família em Takur. Esta também tinha sido construída por Mirzá Buzúrg expressamente para seu filho predileto, e intuindo quiçá sua posição divina, fez gravar no dintel da porta os seguintes versos:


"Quando chegares a este limiar do Amado,
Dizei: ‘Eis-me aqui, Deus meu!’
Já que uma saudação qualquer aqui não basta.
Detém teu passo.
A terra em que pisas é santa.
Retira, pois, tuas sandálias."



Quando tinha 22 anos de idade, Bahá’u’lláh ficou órfão de pai e, como era costume na Pérsia (Irã), o governo quis que ele ocupasse o cargo do seu genitor no Ministério. Bahá’u’lláh, entretanto, a isso se recusou. O Primeiro- Ministro então disse: "Deixa-o. Tal posição não lhe édigna. Ele tem em mira algum ideal mais elevado. Não O posso entender, mas estou convencido de que está destinado a alguma carreira elevada. Seus pensamentos não são iguais aos nossos."


Em 1852, como um prisioneiro, Bahá’u’lláh teve que caminhar muitas milhas até uma prisão subterrânea em Teerã. Suas vestes foram arrancadas no caminho e foi oprimido e ridicularizado, tal como acontecera com Cristo.


Um registro histórico daquele tempo descreve: "A pé e exposto aos fortes raios de um sol de pleno verão, Ele foi obrigado a cobrir, pés descalços e cabeça descoberta, toda a distância entre Shimiran e o calabouço. Durante todo o percurso foi vítima de agressão e aviltamento de populares...


E quando se aproximava do calabouço, uma mulher de idade tentou acertar-lhe uma pedrada. Ela implorava aos soldados: - ‘Dai-me uma chance para eu atirar a minha pedra em sua face!’ - Bahá’u’lláh viu-a correndo atrás dele. Disse então aos guardas:


‘Não sofra essa mulher o desapontamento. Não negueis a ela o que considera meritório aos olhos de Deus.’



A cidade-prisão de ‘Akká, onde Bahá’u’lláh passou grande parte de sua vida como prisioneiro e exilado, recebeu a seguinte descrição nos livros sagrados do passado:


"...flanqueada pela ‘Glória do Líbano’ e repousando à plena vista do ‘esplendor do Carmelo’, aos pés das colinas que circundam a cidade natal do próprio Jesus Cristo, foi descrita por Davi como a ‘Cidade Forte’, citada por Oséas como ‘uma porta de esperança’ e referida por Ezequiel como ‘o portal que olha para o caminho do Oriente’, por onde ‘entrou a Glória de Deus de Israel vinda pelo caminho do Oriente’, sendo Sua voz como ‘o ruído de muitas águas’.


A essa cidade se havia referido o Profeta da Arábia (Maomé) como ‘uma cidade na Síria à qual Deus tem mostrado Sua misericórdia especial’, situada ‘entre duas montanhas... no meio de um prado’ à orla do mar... suspensa sob o Trono, ‘alva cuja alvura, apraz a Deus.’


‘Bem-aventurado o homem’, declarara Ele ainda mais - assim como Bahá’u’lláh confirma - que tem visitado ‘Akká, e bem-aventurado aquele que tem visitado o visitante de ‘Akká’.


Além disso, em uma tradição extraordinária que se encontra na obra de Shaykh Ibu’l-Arabí, e que é reconhecida como afirmação autêntica de Maomé, há esta predição significativa: ‘Todos eles (Os companheiros do Qa’im) serão trucidados, salvo Um só - Aquele que alcançará a planície de ‘Akká, o Salão dos Banquetes de Deus’.



Uma das grandes mestras desta Fé, em seus primórdios, foi uma mulher. Seu nome era Tahirih. Foi martirizada por causa de sua religião. Antes de sua morte trabalhou ardorosamente pela Fé e pela elevação da condição da mulher. Foi chamada de a primeira mártir do sufrágio feminino. Com bravura e arrojo gritou para seus algozes: "Podeis me matar quando bem o quiseres, mas não podeis impedir a emancipação das mulheres!"


A data de 23 de maio de 1844 é uma data extremamente significativa. Nesta data que marca o nascimento da Fé Bahá’í no Oriente, com a Declaração do Báb, no Ocidente, Samuel Morse passava a primeira mensagem telegráfica do mundo. As palavras que cortaram os céus como "relâmpagos", transmitidas de Baltimore para Washington foram extraídas do Antigo Testamento: "O que Deus realizou!"



Ao ser perguntado se Bahá’u’lláh fizera um estudo especial da literatura ocidental, fundando Seus ensinamentos de acordo com elas, seu filho mais velho ‘Abdu’l-Bahá disse que os livros de Bahá’u’lláh, escritos e impressos em tempos tão remotos como a década de 1870, continham os ideais agora tão familiares ao Ocidente, embora naquele tempo estas idéias não tivessem sido impressas ainda e nem concebidas.


O ano bahá’í tem 19 meses com 19 dias cada mês, mais 4 dias intercalares nos anos ordinários e 5 dias nos anos bissextos, adicionados entre os 18º. e 19º. meses.


O Báb designou os meses com os atributos de Deus: Soberania, Domínio, Sublimidade, Esplendor, Glória, Beleza, Grandeza, Luz, Misericórdia, Palavras, Perfeição, Nomes, Força, Vontade, Conhecimento, Poder, Discurso, Perguntas e Honra.


O ano novo bahá’í, como o antigo ano persa, é astronômicamente fixado, começando no equinócio (21 de março) e a era bahá’í tem início em 1844.



O Britannica Year Book (Livro do Ano da Enci-clopédia Britannica) de 1988 indica que, embora o número de membros da comunidade bahá’í não ultrapasse cerca de 5 milhões, a Fé já se tornou a religião mais amplamente difundida na Terra depois do Cristianismo.


Existem hoje 168 Assembléias Nacionais Bahá’ís em países indepen- dentes e nos principais territórios do globo e mais de 17.000 Assembléias eleitas a funcionar em nível local. Estimá-se que 2.112 nacionalidades e tribos estejam representadas na comunidade, muitos dos quais residem em lugares remotos: ilhas do Pacífico, extensões do Ártico, vilarejos nas selvas tropicais, cordilheira dos Andes.


Desde 1948, a Comunidade Bahá’í tem representações na Sede nas Nações Unidas em New York, em Genebra e no Programa de Meio Ambiente, em Nairóbi. A representação da Fé Bahá’í é independente e apolítica, não sendo subsidiada por nenhum governo e não aceitando qualquer contribuição financeira que não venha das próprias comunidades bahá’ís.


Em 1970 a Comunidade Bahá’í foi distinguida, obtendo caráter consultivo no Conselho Econômico e Social (ECOSOC) e, em 1976, no Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).


No período 1976/1983, a Comunidade Bahá’í participou de mais de 200 conferências, seminários e reuniões promovidas pela ONU em diversos países do mundo.



Os bahá’ís têm uma mensagem especial aos povos indígenas. Sentem ser necessário que nutramos um profundo sentimento de respeito pela ascendência antiga dos povos indígenas bem como uma compreensão adequada de seu destino, buscando erradicar por completo este quase generalizado sentimento de superioridade racial, cultural e social que vimos cultivando, infantilmente, ao longo das gerações.


"É um grave equívoco acreditar que, porque as pessoas são analfabetas ou vivem uma vida primitiva", assinalou Shoghi Effendi, o Guardião da Fé Bahá’í, "sejam desprovidas de inteligência ou de sensibilidade. Ao contrário, elas podem muito bem olhar para nós, com os males de nossa civilização, com a corrupção moral, com as guerras ruinosas, hipocrisia e vaidade, como pessoas que devem ser observadas tanto com suspeita como com desprezo."



Na primavera de 1963, exatamente 100 anos após Bahá’u’lláh ter declarado sua missão diante de um pequeno grupo de seguidores no Jardim do Ridván, os membros de 56 Assembléias Nacionais Bahá’ís, de todo o mundo, elegeram a primeira Casa Universal de Justiça, que é a suprema instituição administrativa bahá’í.


O cosmopolitismo dos membros da Casa Universal de Justiça é particularmente adequado à natureza e funções desta instituição: os nove membros dos quatro continentes são originários das três maiores religiões mundiais (Judaismo, Cristianismo e Islamismo).


Existem 7 Casas de Adoração Bahá’í no mundo. Com seus 9 lados e encimados por uma cúpula simbolizando a união das 9 grandes religiões mundiais louvando um único Criador, devendo ser os mais belos possíveis quanto a estilo e acabamento. Estão assim localizados:


Na Europa, está localizado em Langenheim, próximo a Frankfurt, na Alemanha. Foi inaugurado no dia 4 de julho de 1964. Arquiteto: Teuto Rocholl.


Na África, em Kampala (Uganda), foi inaugurado no período de 13 a 16 de janeiro de 1961. Arquiteto: Charles Mason Remey.


Na Austrália, em Sidney, foi inaugurado em 15 de setembro de 1961. Arquiteto: Charles Mason Remey.


Na América do Norte, às margens do Lago Michigan, em Wilmette, Illinois, Estados Unidos. Foi inaugurado em 2 de maio de 1953. Arquiteto: Louis Bourgeois.


Na América Latina, na Cidade do Panamá, Panamá. foi inaugurado no período de 29 a 30 de abril de 1972. Arquiteto: Peter Tillotson.


No Oceano Pacífico, em Apia, Samoa Ocidental. Foi inaugurado em 1 de setembro de 1984. Arquiteto: Husayn Amanat.


No subcontinente indiano, em Nova Délhi, India. Foi inaugurado em 24 de dezembro de 1986. Arquiteto: Fariburz Sahbá.

TEXTOS DE INSPIRAÇÃO NA FÉ BAHAI

OPINIÕES FAMOSAS SOBRE O MOVIMENTO BAHAÍ - 1


OPINIÕES FAMOSAS SOBRE O MOVIMENTO BAHAÍ - 2


PENSAMENTOS DE BAHÁ'U'LLÁH - 1


PENSAMENTOS DE BAHÁ'U'LLÁH - 2


AUTOBIOGRAFIA DE BAHÁ'U'LLÁH


UMA BIOGRAFIA DE BAHÁ'U'LLÁH


CURIOSIDADES, EPISÓDIOS E INFORMAÇÕES


CRONOLOGIA E PALAVRAS DE SABEDORIA


O PLANO DE QUATRO ANOS - 1


O PLANO DE QUATRO ANOS - 2


O PLANO DE QUATRO ANOS - 3


COMPREENDENDO O HOJE, SOLUCIONANDO O AMANHÃ


A RENOVAÇÃO DO PENSAMENTO HUMANO E O DIREITO - 1


A RENOVAÇÃO DO PENSAMENTO HUMANO E O DIREITO - 2


EDUCAÇÃO PARA OS DIREITOS HUMANOS


PONTO DE VISTA BAHAI SOBRE AS DROGAS


MODELO ATUAL DE EDUCAÇÃO PARA NOSSOS FILHOS - 1


MODELO ATUAL DE EDUCAÇÃO PARA NOSSOS FILHOS - 2


GLOSSÁRIO DE TERMOS ORIENTAIS E BIBLIOGRAFIA

OS TEXTOS DE IRADJI ROBERTO EGHRARI

A PAZ INTERIOR - 1


A PAZ INTERIOR - 2


NÓS E O FINAL DO MILÊNIO - 1


NÓS E O FINAL DO MILÊNIO - 2


O DIA DE DEUS - 1


O DIA DE DEUS - 2

CURSO GRATUITO - PRIMEIRA PARTE

LIÇÃO 1    LIÇÃO 2


LIÇÃO 3    LIÇÃO 4


LIÇÃO 5    LIÇÃO 6


LIÇÃO 7    APÊNDICE

POESIAS DE INSPIRAÇÃO BAHAI

1    2    3    4    5

FONTE DO TEXTO

http://www.bahai.org.br



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