PARÁBOLAS BUDISTAS 25

O REI DRAGÃO

Um dia um violento rei dragão encontrou um bodhisattva no caminho. O bodhisattiva disse: "não mate, meu filho!


Se você se mantiver os cinco preceitos e cuidar de todas as vidas você será feliz". Ao ouvir somente estas poucas palavras, o dragão se tornou totalmente não violento.


As crianças que cuidavam de animas no sopé das montanhas do Himalaia tinham muito medo do dragão.


Mas quando ele se tornou manso, elas perderam seu medo e começaram a pular em cima dele, puxar a sua cauda e jogar pedras em sua boca. Depois de um tempo, o dragão já não podia comer e ficou muito doente.


Quando o rei dragão se encontrou de novo com o bodhisattva, ele gritou: "Você me disse que se eu observasse os cinco preceitos e tivesse compaixão, eu seria feliz. Mas agora eu sofro e de modo algum estou feliz.


O Bodhisattva respondeu:"Meu filho, se você tem compaixão, moralidade e virtude, deve ter também sabedoria e inteligência este é o modo de você se proteger. Da próxima vez que as crianças fizerem você sofrer mostre a elas seu fogo. Depois disso, elas não mais o incomodarão."

Preciosa Colaboração de Ricardo Augusto de Souza


O PRÍNCIPE CORAJOSO, O MONSTRO INVULNERÁVEL E A ARMA DA VERDADE
(Sutra Pancavudha-jataka)

Havia, certa vez, um príncipe, hábil no manejo de cinco armas. Um dia, ao retornar de seu treinamento, encontrou um monstro de pele invulnerável.


O monstro partiu para cima do príncipe que permaneceu em guarda e sem se atemorizar. Este atirou, no monstro, uma flecha. Depois, atirou-lhe uma lança que não penetrou na grossa pele do monstro.


Em seguida, atirou-lhe uma barra e um dardo que nem chegaram a ferir o monstro. Brandiu-lhe a espada, mas ela se quebrou.


O príncipe, então, atacou o monstro com punhos e pés, mas em vão, pois o monstro o agarrou com seus enormes braços e o manteve afastado.


O persistente e corajoso príncipe tentou usar a cabeça como arma, mas foi em vão.


O monstro disse: "É-lhe inútil resistir; eu vou devorá-lo."


O príncipe respondeu: "Não pense você que usei todas as minhas armas, e que esteja sem recursos; ainda tenho uma arma escondida. Se me devorar, eu o destruirei de dentro de seu estômago."


A coragem do príncipe abalou o monstro que lhe perguntou: "Como você fará isso?"


O príncipe respondeu: "Com o poder da Verdade."


Então, o monstro soltou o príncipe, pedindo a ele que lhe ensinasse a Verdade.


A moral desta fábula é para encorajar os discípulos a perseverarem em seus esforços e para não se amedrontarem diante dos muitos reveses.

Preciosa Colaboração de Márcio Barros


AS CODORNAS

Há tempos, um bando de mais de mil codornas habitava uma floresta da Índia. Viviam felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de codornas.


Ele imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma enorme rede e as levava numa cesta para vender. Mas uma das codornas era muito sábia e disse:


"Irmãs! Elaborei um plano muito bom. No futuro, assim que o caçador jogar a rede, cada uma de nós enfiará a cabeça por dentro de uma malha e todas alcançaremos vôo juntas, levando-a conosco.


Depois de tomarmos uma boa distância, deixaremos cair a rede num espinheiro e fugiremos".


Todas concordaram com o plano. No dia seguinte, quando o caçador jogou a rede, todas juntas a içaram conforme a sábia codorna havia instruído, jogaram-na sobre um espinheiro e fugiram.


Enquanto o caçador tentava retirar a rede de cima do espinheiro, escureceu e ele teve de voltar para casa.


Isso aconteceu durante várias tentativas, até que afinal a mulher do caçador se aborreceu e indagou.


"Por que você nunca mais conseguiu pegar nenhuma codorna?"


O caçador respondeu: "O problema é que todas as aves estão trabalhando juntas, ajudando-se entre si. Se ao menos elas começassem a discutir, eu teria tempo de pegá-las."


Dias depois, uma das codornas acidentalmente esbarrou na cabeça de uma das irmãs quando pousaram para ciscar o chão.


"Quem esbarrou na minha cabeça?", perguntou raivosamente a codorna ferida. "Não se aborreça. Não tive a intenção de esbarrar em você", disse a primeira.


Mas a irmã agredida continuou a discutir: "Eu sustentei todo o peso da rede! Você não ajudou nem um pouquinho!", gritou.


A primeira então se aborreceu e em pouco tempo estavam todas envolvidas na disputa. Foi quando o caçador percebeu a sua chance. Imitou o chamado das codornas e jogou a rede sobre as que se aproximaram.


Elas ainda estavam contando vantagem e discutindo, e não se ajudaram a içar a rede. Portanto, o caçador ergueu-a sozinho e enfiou as codornas dentro da cesta.


Enquanto isto, a sábia codorna reuniu as amigas e juntas voaram para bem longe, pois ela sabia que discussões dão origem a infortúnios.

Preciosa Colaboração de Charles Chigusa


A NATUREZA DE BUDA INERENTE EM TODOS OS SERES HUMANOS
(Sutra Mahaparinirvana)

Certa mãe levou seu filho doente a um médico. Este deu à criança um remédio e instruiu à mãe para que não a amamentasse até que o remédio fosse digerido.


A mãe, não querendo recusar os seios à criança, mas lembrando-se da recomendação médica, untou o peito com uma substância amarga, a fim de que o filho, por sua própria vontade, não mamasse.


Após a digestão do remédio, a mãe limpou os seios e deixou que o filho sugasse.


A mãe empregou este método de salvar o filho porque o amava.


Como a mãe na parábola, o Buda, para remover equívocos e romper os apegos ao ego-pessoa, nega a existência de um ego; e, quando estes equívocos e apegos forem desfeitos, ele explica a realidade da verdadeira mente que é a Natureza Búdica.


O apego ao ego conduz os homens às delusões, mas a fé em sua Natureza de Buda os leva à iluminação.


Certa vez, foi legado um cofre a uma mulher. Não sabendo ela que o cofre continha ouro, continuou a viver na pobreza, até que alguém o abriu e lhe mostrou o ouro.


Assim, os Budas abrem a mente dos seres humanos e lhes mostram a pureza de sua Natureza Búdica.


Se todos os seres humanos possuem essa Natureza Búdica, por que os homens se enganam uns aos outros, matam-se uns aos outros e, conseqüentemente, sofrem? E por que há distinções de classe, sendo uns ricos, outros pobres?


Um lutador, que usava como ornamento em sua fronte uma pedra preciosa, um dia, julgou tê-la perdido, quando estava lutando. Sendo ferido pelo golpe recebido, procurou um médico para que lhe pensasse a ferida.


Ao fazer o curativo, o médico encontrou a jóia engastada na carne e coberta de sangue e poeira. Apresentando-lhe um espelho, o médico mostrou a pedra preciosa ao lutador.


A Natureza de Buda é como esta pedra preciosa: sendo coberta pela poeira e lodo de muitos e variados interesses, os homens julgam tê-la perdido, mas um bom Mestre a recupera para eles.


A Natureza de Buda existe em todos os homens. não importando quão profundamente eles a ocultem com a cobiça, a ira, a tolice, ou a soterrem com seus atos ou retribuições.


A Natureza de Buda não se perde nem é destruída; tão logo toda a corrupção seja removida, ela sai de sua latência e reaparece. Como o lutador da estória, a quem foi mostrada a jóia engastada na carne e sangue, por meio de um espelho, a Natureza Búdica, soterrada sob seus desejos e paixões mundanas, é mostrada aos homens pela luz de Buda.


A Natureza Búdica permanece sempre pura e tranqüila, não importando quão variadas possam ser as condições e as circunstâncias dos seres humanos.


Assim, como o leite é sempre branco, independentemente da cor da vaca, não importa quão diferentemente os atos perpetrados pelos homens possam condicionar sua vida, nem que diferentes efeitos possam seguir suas ações ou pensamentos, a Natureza de Buda permanece intocável.


Segundo uma fábula corrente na Índia, havia profundamente escondida em grandes moitas de capim, no Himalaia, uma misteriosa erva medicinal. Durante muito tempo, os homens a procuraram em vão, mas, finalmente, um homem sábio a localizou por sua fragância.


Enquanto viveu, o sábio a armazenou em uma barrica, dela fazendo um doce elixir; mas, após a sua morte, o doce elixir desapareceu, ocultando-se em uma longínqua fonte nas montanhas, e a água que restou na barrica tornou-se amarga, nociva e de diferente gosto para quem a provasse.


Do mesmo modo, a Natureza de Buda se encontra oculta ao pé das paixões e desejos mundanos e raramente pode ser descoberta, mas Buda a encontrou e a revelou aos homens; como eles a recebem com suas variadas faculdades, ela muda de sabor diferentemente conforme cada um.


O diamante, a mais dura das substâncias conhecidas, não pode ser triturado. A areia e as pedras podem ser pulverizadas, mas o diamante não pode ser rompido.


A Natureza de Buda é como o diamante, não sendo portanto rompida.


O corpo e a mente poderão desaparecer, mas a Natureza de Buda não pode ser destruída.


A Natureza de Buda é, na verdade, a característica mais notável dos seres humanos. Os Budas ensinam que, embora na natureza humana possa haver infindáveis distinções, entre as quais, homens e mulheres, não há discriminação nenhuma quanto à sua Natureza Búdica.


O ouro puro é obtido pela fusão do minério e pela remoção da ganga impura. Se os homens fundissem o minério de suas mentes e removessem todas as impurezas da paixão mundana e do egoísmo, poderiam descobrir em si mesmos a pura Natureza de Buda.

Preciosa Colaboração de Márcio Barros - RJ

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FONTE DO TEXTO

As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro.


http://www.vertex.com.br/users/san



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