PARÁBOLAS BUDISTAS 27

UM SÓLIDO SENSO DE IDENTIDADE

Há muito tempo atrás, havia um jovem gênio que podia tornar-se um mestre em qualquer arte a partir do momento que ele via como era feito. Assim, ele resolveu ser um mestre em todas as artes do mundo.


Assim, ele decidiu viajar por todo o mundo, e aprender de tudo. Em um determinado país, ele encontrou um artesão que conseguia transformar os chifres de diversos animais no mais belo arco.


Surpreso, o jovem gênio decidiu tornar-se discípulo desta arte. Após dominá-la, decidiu partir em busca de uma nova experiência.


Logo, chegou a um grande rio e viu um barqueiro que conseguia manejar sua embarcação de modo rápido e preciso.


O gênio tornou-se um discípulo do barqueiro e em pouco tempo tornou-se melhor que o seu mestre.


O gênio continuou sua viagem e aprendizagem. Após certo tempo, ele não havia encontrado mais nenhuma arte que já não soubesse.


Assim, ele concluiu que não havia mais nada para se aprender, mas dentro de si sentia-se insatisfeito.


O buda Sakyamuni havia observado tudo isto. Assim, ele se transformou em um monge budista e surgiu defronte do gênio.


"Quem é você?", perguntou.


"Eu sou um homem de auto-controle?"


"O que isto significa?"


O monge disse: "Um artesão de arco controla o chifre. Um barqueiro o barco...um homem sábio controla a si mesmo. Assim como uma grande rocha não se move com a ação do vento, a mente de um homem sábio não se modifica pela calúnia ou adulação".


O gênio ficou entusiasmado em se tornar um discípulo do Buda e aprender sobre o auto-controle. O autor japonês Eiji Yoshikawa escreveu certa ocasião:


"Ao invés de se preocupar com o futuro, pensando: "Talvez eu deveria me tornar isto ou aquilo", deve-se em primeiro lugar construir um forte "eu" que seja sólido como o Monte Fuji.


Da mesma forma, o Budismo ensina que para achar satisfação na vida, cada um de nós deve estabelecer um sólido senso de identidade, que não se abala pela opinião alheia. Nós podemos desenvolver esta virtude através da prática dos ensinos de Nitiren Daishonin.

Preciosa Colaboração de Charles Chigusa


A HORDA DOS MACACOS AFOGADOS

Havia uma densa floresta perto da costa marítima, onde 500 macacos viviam. Um dia, altas ondas brancas, parecendo montanhas de neve, surgiram na superfície do mar.


Encantados, os macacos disseram uns para os outros:


-Vamos subir no topo destas montanhas e vamos nos divertir contemplando o mundo.


Um deles não perdeu tempo em saltar nas ondas e imediatamente foi tragado para o fundo do mar.


Quando os outros macacos que observavam da costa viram o seu desaparecimento, pensaram que o interior da montanha de bolhas devia ser muito confortável, e revalidando-se em pular primeiro nas ondas, um pôr um foram se afogando no mar.


O Buda Sakyamuni contou esta parábola quando pregava o Budismo no Pico da Águia, na antiga Índia, para mostrar como os seres humanos são facilmente atraídos para coisas que parecem tesouros.


Se despendermos todo o nosso tempo atrás de coisas grandes e bonitas, então, como os tolos macacos, nossas vidas tornar-se-ão vazias e infelizes.


Daisaku Ikeda orienta que os reais tesouros da vida são simples. Coisas do dia a dia como: amizade, paciência, preocupação pela felicidade dos outros e gratidão.


Nitiren Daishonin chama isto de tesouro do coração.

Preciosa Colaboração de Antônio Vasconcelos - São Paulo - SP


PODERES MÁGICOS

Conta-se que, através das práticas da ioga, Devadata (primo de Sakyamuni), conseguira desenvolver grandemente os poderes psíquicos.


Certa vez, um marajá ofereceu uma rica taça de ouro incrustada de pedras preciosas aos homem que pudesse alcançá-la sem subir ao topo do bambu, onde estava pendurada. Vieram muitos iogues, magos e faquires para tentar a prova.


Em vão invocaram os seus poderes ocultos. Sabendo do que se passava, Devadata resolveu competir. Sentou-se no chão perto do marajá, e concentrou toda a sua força mental.


E o povo assombrado viu Devadata, aos poucos, ia-se elevando ao ar. E, assim levitando, conseguiu obter a taça sem subir no bambu.


Contente com a façanha, Devadata foi procurar Sakyamuni e narrou-lhe o ocorrido. O Iluminado sorriu e respondeu serenamente:


"De que valem esses poderes, meu filho? Nada significam para o teu progresso espiritual. São apenas demonstrações vãs."


Indignado, Devadata irritou-se com a resposta do Buda e abandonou-o. Foi para a cidade e começou a pregar contra ele. Mas este continuou sereno e deixou Devadata entregue ao seu próprio destino.


Certa tarde, quando Devadata caminhava pela floresta com um de seus discípulos, de repente caiu em areias movediças. Apesar de toda a sua clarividência, não viu o perigo e, desesperado, começou a afundar.


O discípulo correu para salvá-lo, mas nada conseguiu. E Devadata morreu, colhido pelas areias movediças.

Preciosa Colaboração de Antonio Vasconcelos - São Paulo - SP


A FLECHA ENVENENADA E A BUSCA DA VERDADE


Desenho de Sandro Neto Ribeiro

Suponhamos um homem trespassado por uma flecha envenenada e que seus parentes e amigos tenham resolvido chamar um cirurgião para retirar a seta e pensar a ferida.


Mas o homem ferido objetou, dizendo: "Esperem um pouco. Antes que retirem a flecha, quero saber quem a atirou. Foi um homem ou uma mulher? Foi algum nobre ou um camponês? De que era feito o arco? O arco que atirou a flecha era grande ou pequeno? De que era feita a corda do arco? Era ela feita de fibra ou de tripa? A seta era de rota ou de junco? Que tipo de penas eram usadas? Antes que extraiam a seta, quero saber tudo a respeito dessas coisas."


Assim, que poderá acontecer ao homem ferido?


Antes que todas essas informações possam ser obtidas, seguramente, o veneno terá tempo de circular em todo o sistema e o homem poderá morrer. A primeira providência a ser tomada é retirar a flecha, para que seu veneno não se espalhe.


Quando o fogo da paixão está assolando e ameaçando o mundo, questões como qual a composição do universo ou qual a organização ideal da comunidade humana não têm nenhuma importância.


A resposta à indagação se o universo tem limite ou se é eterno pode ser relegada, até que um meio de extinguir os sofrimentos do nascimento, velhice, doença e morte seja encontrado.


Diante da lamentação, da tristeza, do sofrimento e da dor, deve-se primeiro procurar um meio para solucionar estes problemas e dedicar-se à prática desse meio.


Os ensinos do Buda esclarecem aquilo que é importante saber e aquilo que não o é. Isto é, os ensinos de Buda orientam os homens a aprender aquilo que deveriam aprender, a remover aquilo que deveriam remover, e dedicar-se em esclarecer aquilo que deve ser esclarecido.


Portanto, os homens deveriam primeiro discernir que questão é de primordial importância, que problema deve ser solucionado primeiro, que questão lhes é mais urgente.


Para fazer tudo isso, devem primeiro treinar suas mentes, isto é, devem procurar o controle mental.

Preciosa Colaboração de Márcio Barros - RJ

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FONTE DOS TEXTOS

As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro.


http://www.vertex.com.br/users/san



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