PARÁBOLAS BUDISTAS 29

A PARÁBOLA DA MULHER HISTÉRICA

Numa certa ocasião, Sakyamuni visitou a casa de um homem rico e virtuoso. Logo que entrou em sua casa, ouviu gritos histéricos. Eram vozes de sua nora.


Apesar de ela ser de uma boa família, era uma mulher prepotente, com nariz empinado, não cuidava de seu marido e nem seguia o Budismo. Essa nora era a fonte dos sofrimentos daquele homem rico.


Sakyamuni convidou então essa mulher para um diálogo e começou a conversar cordialmente, de igual para igual. Não foi um diálogo para repreendê-la, nem para ordená-la a corrigir suas atitudes.

Este tipo de conversa prepotente não faz parte do mundo do Budismo. O diálogo de Sakyamuni foi franco e com o sentimento de abrir o coração fechado e gélido daquela mulher.


Na ocasião, o Buda contou-lhe a respeito de sete tipos de esposa.


Essa parábola é narrada num ensino provisório anterior ao Sutra de Lótus, e reflete naturalmente a visão sobre a mulher que prevalecia nesse longínquo passado.


Nos dias de hoje, e conforme a visão de Nitiren Daishonin que afirma "Não deve haver discriminação entre homens e mulheres", a igualdade de direito constitui a essência imutável do Budismo e é o princípio fundamental da democracia moderna.


Com base nestas premissas, vamos analisar os sete tipos de esposa citados nos sutras:

1- Esposa assassina: mulher tão maldosa que se alegra com a infelicidade dos outros e é capaz de arrancar até a vida do marido.


2- Esposa ladra: mulher que arrebata toda a fortuna do marido.


3- Esposa dominadora: mulher preguiçosa que tem uma boca maldita, é feia e gulosa, domina seu marido sob os seus pés.


4- Esposa-mãe: mulher que protege e cuida excessivamente bem do marido como seu filho.


5- Esposa-irmã: mulher carinhosa que apóia o marido, tratando-o como se fosse seu irmão.


6- Esposa-amiga: mulher com coração nobre que a cada vez que encontra o marido, fica tão contente e feliz como se estivesse revendo uma amiga depois de um longo tempo.


7- Esposa-prestativa: mulher que jamais fica irada, suporta tudo com serenidade e obedece o marido sempre sorrindo.

Num outro sutra é citado mais um tipo:
esposa sábia (zentishiki). Indica a mulher que mantém um perfeito entendimento com o marido, os dois trocam incentivos mútuos e procuram evidenciar a melhor sabedoria para a vida. Do ponto de vista do budismo, este é o tipo ideal de esposa.


A esposa-mãe e esposa-irmã parecem ser a ideais, porém seus maridos não terão sucesso na vida por causa da proteção excessiva da mulher.


Ouvindo os conselhos de Sakyamuni, a nora daquele homem rico e virtuoso percebeu por si mesma os seus erros, refletiu suas atitudes e começou a esforçar-se para tornar-se uma boa esposa.


Citada pelo presidente Ikeda na reunião de dirigentes de 30/01/96.

Preciosa colaboração de tae6@ig.com.br


A CONDUTA FILIAL

Há muito tempo, na China, houve cinco rapazes, inclusive Yuang-chung. Originalmente, eles eram estrangeiros de diferentes regiões e tinham sobrenomes diferentes, mas fizeram uma promessa de tornarem-se irmãos e jamais voltarem-se uns contra os outros e com o tempo acumularam três mil tesouros.


Todos os rapazes eram órfãos, e pesarosos por esse fato, quando encontraram uma mulher idosa ao longo da estrada, decidiram honrá-la como se fosse sua mãe.


Assim o fizeram durante vinte e quatro anos, nunca indo contra o desejo dela o mínimo que fosse.


Então, a mãe subitamente adoeceu e ficou impossibilitada de falar. Os cincos filhos fitaram o céu e disseram:


"Nossos esforços para cuidar de nossa mãe não foram apreciados e ela foi apanhada por uma doença que a impede de falar. Se o céu conceder aos nossos sentimentos filiais qualquer reconhecimento, oramos para que lhe restitua a capacidade de falar".


Naquele momento, a mãe disse aos seus cinco filhos: "Em tempos passados, fui a filha de um homem chamado Yang Meng da região de Tai-yuan. Casei-me com Chang Wen-chien, que era do mesmo lugar, mas ele faleceu.


Naquela época, tive um filho chamado Wu-i. Quando ele estava com sete anos, a rebelião irrompeu na região, e eu não sei o que aconteceu com ele. Vocês, meus cinco filhos, cuidaram de mim por vinte e quatro anos, mas eu nunca lhes contei sobre isso.


Meu filho, Wu-I, tinha marcas parecidas com as setes estrelas da Ursa Maior em seu peito e, na sola de seu pé direito tinha uma mancha negra". Acabando de dizer isso, ela morreu.


Quando os cinco filhos estavam acompanhando o corpo dela ao cemitério, encontraram o magistrado local na estrada.


O magistrado deixou cair uma bolsa contendo documentos importantes, e os cinco rapazes, sendo acusados de roubá-la, foram detidos e amarrados.


Quando o magistrado os confrontou, indagou: "Quem são vocês?", e os cinco jovens contaram-lhe tudo o que ouviram de sua mãe.

Ao ouvir isso, o magistrado quase caiu de seu assento, fitou os céus e então curvou-se em prantos. Ele libertou os cinco homens das cordas que os prendiam, conduzindo-os ao seu assento, e disse:


"Sou Wu-I, e foi de minha mãe que cuidaram! Durante estes vinte e quatro anos conheci muitos prazeres, mas como jamais pude parar de pensar em minha amada mãe, eles nunca foram reais prazeres para mim!".


Logo, ele apresentou os cinco homens ao soberano do país, e cada um foi designado chefe de uma província.


Deste modo, mesmo estranhos foram recompensados quando se reuniram e trataram alguém como a um pai ou mãe.


Isto se aplica ainda mais ao caso de irmãos e irmãs verdadeiros quando eles tratam-se com amabilidade e cuidam de seus próprios pais!


(esta parábola é citada por Nitiren Daishonin em uma de suas escrituras)

Preciosa colaboração de Charles Chigusa

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FONTE DOS TEXTOS

As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro.


http://www.vertex.com.br/users/san



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