PARÁBOLAS BUDISTAS 31

CULTIVANDO A TERRA
(Sutra Zô-agon)

Certa vez Sakyamuni passou por uma aldeia onde viviam os brâmanes, numa cidade no reino de Magadha, justamente quando um brâmane e outros homens estavam lavrando a terra.


O brâmane, ao ver Sakyamuni parado observando-os, chamou-o ao trabalho, dizendo-lhe: "Shamon (aquele que busca o caminho)! Como vê, estamos arando as nossas terras e plantando sementes para obter alimentos. Por que não faz o mesmo para obter comida sozinho?"


Sarcasticamente, ele censurou Sakyamuni por receber oferendas sem mínimo esforço.


Em resposta, Sakyamuni disse: "brâmane! Eu também estou arando e semeando, e portanto posso obter alimento."


Surpreso, o brâmane retorquiu: "Nunca o vi lavrando as suas terras. Se afirma que está, diga-me onde está o seu arado e o seu boi?" Imediatamente , Sakyamuni deu-lhe a seguinte resposta:


Fé é a semente que estou plantando;
Sabedoria é o meu arado;
Minha enxada elimina os maus carmas
dos atos, palavras e pensamentos.


Perseverança é o meu boi,
que carrega pesadas cargas com segurança,
vai e nunca volta;
segue e nunca se sente infeliz.


Eu cultivo assim;
Eu semeio assim.


Vida eterna é a colheita,
e estarei livre de todos os sofrimentos. Diz- se que o brâmane, ao ouvir isto, despertou-se para a nobre missão do Buda.


O PRESENTE RECUSADO

Um insensato ouviu dizer que o Buda pregava que devemos devolver o bem pelo mal e o insultou.


O Buda guardou silêncio. Quando o outro acabou de insultá-lo, perguntou: "Meu filho, se um homem recusasse um presente, de quem seria o presente?"


O outro respondeu "De quem quis oferecê-lo".


"Meu filho" replicou o Buda, "Tu me insultaste, eu recuso o teu insulto e este fica contigo. Não será isso por acaso um manancial de desventura para ti?".


O insensato se afastou envergonhado, porém voltou para refugiar-se no Buda.


Extraído do livro "Buda" de Jorge Luiz Borges, Editora Bertrand Brasil.


(o título foi criado pelo autor do site para melhor indexação)


RECONHECENDO O VERDADEIRO VALOR

Um rio separava dois reinos, os agricultores o usavam para regar seus campos, porém um ano sobreveio uma seca e a água não chegou para todos.


Primeiro brigaram uns com os outros, e logo seus reis enviaram exércitos para proteger os respectivos súditos. A guerra era eminente. O Buda, então encaminhou-se à fronteira onde acampavam os dois exércitos.


"Dizei-me, falou, dirigindo-se aos dois reis - que vale mais: a água do rio ou o sangue de vossos povos?"


"Não há dúvida", contestaram os reis - "que o sangue destes homens vale mais do que a água do rio".


"Oh, reis insensatos" - disse o Buda - "derramar o mais precioso para obter aquilo que vale muito menos! Se empreendeis esta batalha, derramareis o sangue de vossa gente e não tereis aumentado o caudal do rio em uma só gota".


Os reis envergonhados, resolveram pôr-se de acordo de maneira pacífica e repartir a água. Pouco depois chegaram as chuvas e houve irrigação para todos.


Extraído do livro "Buda" de Jorge Luiz Borges, Editora Bertrand Brasil.


(o título foi atribuído pelo autor deste site, para melhor indexação)


A DIMENSÃO DA SABEDORIA DO BUDA

Um dia, quando ainda residia com seus discípulos em Kausambi, no Bosque o Mestre pegou um punhado de folhas, mostrou-o aos monges e lhes disse:


- O que é que vocês acham? Estas poucas folhas serão as mais numerosas ou todas as folhas de todas as árvores do bosque? - Pouco numerosas as folhas que o Senhor tem na mão; muito mais numerosas são todas as folhas de todas as árvores do bosque. -


Da mesma forma , ó monges, muita coisa é aquilo que aprendi, pouco, muito pouco é o que ensinei. No entanto, não fiz como fazem os mestres que fecham o punho e guardam ciosamente os seus segredos. Pois eu lhes ensinei tudo o que lhes era de utilidade, eu lhes ensinei as quatro verdades. Nada lhes ensinei porém que não fosse útil.


Este relato descreve portanto a maneira como Buda ensina e também nos mostra o sentido de um dos gestos mais belos que encontramos na iconografia budista. É o gesto da mão aberta.


Ele significa que Buda oferece tudo aquilo que lhe é necessário para alcançar por si só a verdadeira felicidade.


Extraído do livro "Budismo História e Doutrina" de Dennis Gira, Editora Vozes.


(o título foi criado pelo autor do site para melhor indexação)


A COMPAIXÃO POR TODOS OS SERES

Tinha ele (o Buda) atingido o último grau de perfeição neste mundo, o estado Nirvânico em que toda a tristeza e todo o sofrimento são deixados para trás, e o ser mergulha na bem-aventurança plena do Ser Universal, quando viu um mosquito a ser devorado por um morcego.


Então, palpitou de misericórdia o seu coração tão nobre e compassivo e, detendo-se, no limiar do Nirvana, refletiu:


“Não, a perfeição final que eu julgara ter alcançado, a universalidade de ser que eu julgara ter alcançado não estão ainda completas. Nem o estarão nunca enquanto houver um único ser – ainda que um simples mosquito – perdido na dor e na ignorância, distante da meta da sua própria perfeição.


Nenhum ser pode alcançar sozinho a salvação e a bem-aventurança; esta só estará imaculada quando todos os seres lhe tiverem acedido, recuperando a plena consciência da Unidade do Ser”.


Serenamente, decidiu o Iluminado permanecer em contato com a humanidade, e por meio dela, com as existências de todos os reinos inferiores, para ajudar todos os cansados peregrinos a subir no caminho, em direção à meta suprema.


Ele, a quem os deuses e anjos serviam, renunciou ao repouso nirvânico, que tinha merecido conquistar, e escolheu... continuar a servir!


(o título foi criado pelo autor do site para melhor indexação)

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FONTE DOS TEXTOS

As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro.


http://www.vertex.com.br/users/san



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