PARÁBOLAS BUDISTAS 34

DUAS MANEIRAS DE TOCAR UM TAMBOR


Desenho de Sandro Neto Ribeiro

Era uma vez um baterista que vivia numa pequena vila do campo, e que um dia ouviu dizer que haveria uma feira na cidade de Benares. Decidiu ir até lá e ganhar algum dinheiro tocando seu tambor. Levou seu filho junto para acompanhá-lo quando precisasse tocar música escrita para dois conjuntos de tambores.


Os dois bateristas, pai e filho, foram então para a Feira de Benares e fizeram muito sucesso, todos gostaram da forma como eles tocavam e lhes pagaram generosamente, quando a feira acabou eles começaram sua viagem de volta para a pequena vila onde moravam.


No caminho eles tiveram de atravessar uma escura floresta, que era muito perigosa por causa dos assaltantes que roubavam os viajantes, o filho baterista, querendo proteger seu pai e a si próprio dos assaltantes, resolveu tocar seu tambor o mais alto possível, sem parar. "Quanto mais barulho, melhor!", ele pensou.


O pai baterista chamou seu filho a parte, e lhe explicou que quando um grande número de pessoas passa, especialmente uma procissão real, eles tinham o hábito de tocar os tambores. Faziam isto em intervalos regulares, de uma forma muito digna, sem temer ninguém. Poderiam fazer rufar os tambores, permanecer em silêncio, depois tocar novamente com um floreado, e assim por diante. Falou a seu filho para assim proceder, de modo que os assaltantes pensassem que havia um poderoso senhor passando por ali.


Porém o filho ignorou o conselho do pai. Ele achava que sabia mais. "Quanto mais barulho, melhor!", ele pensou.


Enquanto isto, uma gang de assaltantes ouviu o tocar do tambor do garoto, a princípio, eles pensaram se tratar de um poderoso e rico homem se aproximando com seus fortes seguranças, contudo continuaram a ouvir o som do tambor num estilo agressivo, sem parar. Então entenderam que aquilo soava meio desvairado, como um pequeno cachorro amedrontado latindo para um grande cachorro calmo.


Então, foram investigar e encontraram apenas um pai e seu filho. Bateram neles, roubaram todo o seu dinheiro arduamente ganho, e escaparam dentro da floresta.

MORAL DA HISTÓRIA

O exagero conduz à ruína.

A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de Teresinha Medeiros dos Santos, Com ilustração de Sandro Neto Ribeiro


UM ENORME TORRÃO DE OURO

Era uma vez uma aldeia muito rica. O mais rico dos aldeões decidiu esconder um enorme torrão de ouro para protegê-lo dos bandidos e ladrões, assim, ele o enterrou num campo de arroz alí por perto.


Muitos anos depois, a aldeia não era mais rica, e o campo de arroz estava abandonado e sem utilidade, um pobre lavrador decidiu arar o campo, após algum tempo arando, aconteceu que seu arado bateu justamente naquele muito tempo esquecido e enterrado tesouro.


De início, o aldeão pensou que deveria ser uma raiz de árvore muito dura. Mas quando ele a descobriu, percebeu que era ouro, lindo e brilhante, como era dia ele ficou com receio de tentar levá-lo consigo, então ele o cobriu novamente e esperou que a noite chegasse.


O pobre lavrador voltou no meio da noite mais uma vez, ele descobriu o tesouro de ouro, tentou levantá-lo mas era muito pesado, amarrou cordas ao redor do tesouro e tentou arrastá-lo, mas era tão grande que ele não pôde movê-lo nem uma polegada. Ele ficou frustrado, pensando que foi afortunado em achar um tesouro, e sem sorte de não ser capaz de levá-lo consigo, ele inclusive tentou chutar o torrão de ouro, porém, novamente este não se moveu uma polegada!


Então, ele sentou-se e começou a considerar a situação, decidiu que a única coisa a fazer era quebrar o torrão de ouro em quarto pequenos pedaços, daí ele poderia carregá-lo para casa uma peça por vez.


Ele pensou, "Um pedaço vou usá-lo para o viver do dia a dia, o segundo pedaço vou guardá-lo para um tempo chuvoso, o terceiro pedaço vou investir nos negócios da minha lavoura, e ganharei méritos com o quarto ao dá-lo aos pobres e necessitados e para outras boas causas."


Com a mente calma ele dividiu o enorme torrão de ouro nestes quatro pequenos pedaços. Então foi fácil carregá-los para casa em quatro viagens separadas.


Depois disto ele viveu muito feliz.

MORAL DA HISTÓRIA

"Não morda mais do que o que você pode mastigar."

A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de Teresinha Medeiros dos Santos


O CORVO COBIÇOSO

Era uma vez uma linda pomba que costumava viver em um ninho perto de uma cozinha. Os cozinheiros gostavam muito dela e freqüentemente lhe davam grãos. Ela gostava do lugar e tinha uma boa vida.


Um dia, um corvo viu a pomba e percebeu como ela estava recebendo ótimas refeições da cozinha. Então, numa ocasião o corvo fez amizade com a pomba, e sob o pretexto de amizade, de alguma forma conseguiu fazer com que a pomba dividisse o seu ninho com ele. A pomba então lhe disse que poderiam passar o tempo juntos discutindo política, religião, etc., mas que em se tratando de comida cada um teria seu meio próprio. Dessa forma ela sugeriu que o corvo buscasse sua própria comida. Mas o corvo estava impaciente e sua única razão para fazer amizade com a pomba era pela comida. Ele queria carne e tudo o que a pomba ganhava da cozinha eram grãos.


Ela não podia esperar mais e finalmente decidiu visitar a cozinha diretamente para obter comida. Assim pensando, ela furtivamente se arrastou pela chaminé abaixo e entrou na cozinha. Ela sentiu o cheiro de um peixe temperado que estava numa panela. Cobiçoso, ele adiantou-se e tentou pegar o peixe, porém ao fazer isto ele tropeçou numa concha de sopa e fez um barulho. Isto alertou o cozinheiro que estava na sala vizinha e apanhou o corvo e o matou.

MORAL DA HISTÓRIA

A cobiça paralisa a Inteligência.

A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de Teresinha Medeiros dos Santos

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FONTE DOS TEXTOS

As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro.


http://www.vertex.com.br/users/san



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