PARÁBOLAS BUDISTAS 39

A HISTÓRIA DO REI AJASE


Desenho de Sandro Neto Ribeiro

....De todos os lugares da galáxia habitados pelos homens, ele (o Buda Sakyamuni) apareceu na Índia no reino de Magadha. O rei de Magadha deveria ter sido um protetor do Buda, mas na realidade o governante era o Rei Ajase que era um homem mau. O maior infortúnio foi que o Buda nasceu no reinado de um mau rei.


O Rei Ajase tinha assassinado o seu próprio pai que era um rei verdadeiramente sábio. Adicionado a este infortúnio está o fato de que Daibadatta era o mentor do Rei Ajase. Daibadatta foi uma pessoa que cometeu três dos cinco pecados principais(*) . O pior de tudo, ele feriu o Buda e derramou seu sangue.


O impiedoso e mau rei juntou as forças com seu mestre que era um caluniador do Budismo. Estes homens eram como dois desastres para a sociedade. Não somente por um ou dois anos, mas, por várias décadas, este rei expressou seu ódio ao Buda e matou numerosos discípulos deste. Isto enfureceu os céus e estes começaram a agir violentamente.


Além disso os deuses terrestres foram provocados ao ponto de que grandes desastres começaram a ocorrer sobre a terra. Mês após mês irromperam violentas ventanias, e ano após ano a fome e a epidemia atacaram até que a maioria das pessoas perdeu suas vidas. O que era pior, os países nos limites do reino do Rei Ajase atacaram, levando a terra à beira da ruína.(1)

Quando estava para entrar no Nirvana, o lorde Buda lamentou: "Agora é a época do meu Nirvana e não obstante a única coisa que preocupa o meu coração é o Rei Ajase". O Bodhisattva Kasho-doji inquiriu então o Buda dizendo: "A compaixão do Buda é imparcial. O senhor deve lamentar-se morrendo de consideração por toda a humanidade. Porque distingue deste modo o Rei Ajase?". O Buda respondeu "Suponha que um casal tenha sete filhos, um dos quais fica doente. Embora no coração os pais não sejam parciais de nenhum modo, ainda assim se preocupam pelo filho doente.(2)


Finalmente em 15 de fevereiro, apareceram furúnculos infeccionados por todo o corpo do Rei Ajase e estava predito que ele cairia no inferno dos incessantes sofrimentos em sete de março. Entristecido por isso, o Buda hesitou em entrar no Nirvana, lamentando-se: "Se pudesse salvar pelo menos o Rei Ajase, todas as outras pessoas pecadoras poderiam ser salvas como ele."(2)


Naquela época o Rei Ajase foi advertido de suas más ações num sonho, assim como pelo conselho de seu médico e ministro, Guiba. No seu coração, ele percebeu a estranheza de tudo o que estava ocorrendo e, afastando-se de Daibadatta, finalmente foi ao encontro do Buda para expressar-lhe o arrependimento por seu atos pecaminosos.


Através disto, não somente sua doença foi imediatamente curada como também as invasões de outros chegaram a um fim, trazendo mais uma vez a paz à terra; foi capaz de frustar a profecia de que morreria no dia sete de março prolongando sua vida por mais quarenta anos. Como um sinal de gratidão ao Buda, o rei ordenou a mil "arhats" convocados para registrarem todos os ensinos do Buda e especialmente o Sutra de Lótus, deixando-os para futuras gerações. Portanto graças ao Rei Ajase, temos o Sutra de Lótus no qual confiamos.(1)

No Maka Shikan, Tientai, o Grande, citando este sutra disse: (A compaixão do Buda) é como a dos pais dos sete filhos, que, embora imparcial, tem o mais profundo cuidado pelo seu filho doente." A citação significa que mesmo que uma mãe e um pai tenham muitos filhos, seus corações estão dirigidos àquele que está doente. Para o Buda, todas as pessoas são seus filhos. Entre todos estes, o mais profundamente manchado pelo pecado, que mata os pais que trouxeram a esta vida e que se torna um inimigo dos ensinos do Buda., é como o filho doente.(2)

(*) Três dos cinco pecados principais: os cinco pecados principais consistem de : 1) matar o pai; 2) matar a mãe; 3) matar um santo (arhat); 4) ferir um Buda; e 5) quebrar a união harmoniosa dos crentes budistas. Daibadatta cometeu três destes cinco pecados: 1) Enganou 500 discípulos de Sakyamuni, fazendo-os seguir a ele, quebrando a união dos seguidores budistas. 2) tentou matar Sakyamuni derrubando um pedra neste do topo de um monte, ferindo levemente o dedo mínimo do Buda. 3) Bateu numa freira , um discípula de Sakyamuni até a morte.

A história do Rei Ajase é citada muitas vezes nas Escrituras de Nitiren Daishonin, o texto acima foi extraído das Escrituras: (1) Resposta a Shijo Kingo - pag. 283 e (2) Carta a Myoiti-ama. pag. 333 do livro "As Escrituras de Nitiren Daishonin" - Volume 1 -Editora Brasil Seikyo.

Pesquisa, digitação e ilustração de Sandro Neto Ribeiro.


ILLISA O MESQUINHO


Desenho de Sandro Neto Ribeiro

Era uma vez, havia um bilionário ao Norte da Índia. Ele era conselheiro do rei. Embora fosse muito rico, não tinha boa aparência. Era manco devido aos pés tortos e suas mãos também eram deformadas em posições tortas. Seus olhos eram tortos também, quer dizer que era vesgo também. E alguém poderia dizer que ele tinha o cérebro torto também, pois ele não tinha nenhuma religião. Você deve pensar que as pessoas o chamavam “Illisa, o torto”, mas este não era o caso.


Illisa também se tornou um miserável, alguém que não dá nada a ninguém. Ele não podia gastar nem mesmo em seu próprio benefício. Portanto as pessoas diziam que sua casa era como um tanque possuído por demônios, onde ninguém poderia matar a sede.


Entretanto os ancestrais de Illisa, de sete gerações anteriores foram os mais generosos doadores de presentes. Eles deram de presente o melhor de suas posses. Mas quando Illisa herdou a fortuna da família abandonou a grande tradição.


A família sempre manteve um refeitório de caridade, onde qualquer um poderia vir para comer comida quentinha de graça. Illisa botou fogo no terreno onde ficava a cozinha e o refeitório, desde que decidiu se livrar de despesas. Então ele expulsou os pobres e famintos de sua porta, agredindo-os quando apareciam. Ele rapidamente ganhou uma reputação por amontoar toda sua riqueza e posses. Rapidamente começou a ser chamado de “Illisa o Mesquinho”.

Um dia quando estava retornando para casa, a conselho do rei, Illisa viu um aldeão exausto sentado do outro lado da estrada. Ele tinha obviamente caminhado por uma longa distância. Ele estava sentado no chão despejando um vinho barato em um copo. Ele bebia o vinho enquanto comia um peixe seco e mal cheiroso.


Ao ver isto Illisa ficou sedento por uma pouco de bebida alcoólica. Então ele pensou “Eu adoraria beber algo, mas se eu o fizer, outros vão querer beber comigo, e poderia me custar algum dinheiro!” Somente por esta razão ele reprimiu seu desejo por álcool.


O tempo passava, mas seu desejo não desaparecia. Em vez disso, ficara lutando e se preocupando constantemente, o que o fez parecer doente. Sua pele ficou amarelada e ele foi emagrecendo, emagrecendo até suas veias ficarem salientes. Ele travou uma batalha constante contra a sede por um gole de bebida. Ele deitou de bruços, segurando firmemente na cama enquanto dormia.


Sua esposa começou a notar algumas mudanças nele. Um dia, enquanto massageava suas costas para confortá-lo, ela perguntou “Você está doente, meu marido?” “Não” disse Illisa. “O rei ficou zangado com você?” Ela perguntou. “Não”, disse ele. “Nossas crianças ou os empregados fizeram algo que o aborreceu?” Perguntou sua esposa. Novamente ele disse “Não”. “Você tem algum grande desejo por alguma coisa?” Ela continuou.

Illisa o Mesquinho continuou em silêncio. Ele tinha medo que se contasse a ela, aquilo terminaria custando algum dinheiro! Mas sua esposa continuou argumentando, “Por favor diga-me, por favor diga-me”. Finalmente engolindo seco e pigarreando ele respondeu, “Sim, eu tenho um grande desejo”. “Desejo de que?” Ela perguntou “Por um copo de bebida alcoólica”, ele finalmente admitiu.


“Oh!, e isto é tudo” disse sua esposa. “Por que você não me disse isso antes? Você não é pobre. Você pode providenciar facilmente bebida alcoólica para você e para toda cidade também. Eu poderia fermentar um grande barril de bebida para todos nós”.


Claro que aquilo não era o que Illisa o Mesquinho queria ouvir. Ele balbuciou “Por que deveríamos dar bebidas para outras pessoas? Deixe-os conseguir sozinhos!” Então sua esposa perguntou “Bom então o que você acha de conseguirmos apenas para nós e nossos vizinhos?” “Eu não sabia que você tinha se tornado inesperadamente tão justa!” ele disparou atrás dela. “E se for somente para nossa família?” ela perguntou. “Como você é generosa com o meu dinheiro!” replicou ele. “Tudo bem então” ela disse, “Eu vou fermentar apenas um pouco de bebida para mim e para você, meu marido!” “Por que você se incluiu? As mulheres não deveriam beber álcool!”.


“Agora estou entendendo perfeitamente bem!” disse a esposa de Illisa. “Eu farei o suficiente para que você beba sozinho”. Mas Illisa o Mesquinho sempre pensava até mesmo em gastar o mínimo de dinheiro. Ele disse “Se você preparar a bebida aqui, as pessoas vão notar e virão me pedir um pouco. Mesmo que você compre um pouco de bebida e traga para eu beber, os outros vão descobrir e querer um pouco. Nenhuma bebida alcoólica sairá desta casa!”

Então Illisa decidiu dar uma pequena moeda que tinha a um garoto que era seu empregado, e o enviou a uma loja de bebidas. Quando ele voltou Illisa o pegou e o levou para o outro lado do rio. Ele pegou a pequena garrafa de bebida e colocou o garoto sentado para vigiar. Illisa o Mesquinho ocultou-se embaixo dos arbustos, colocou um pouco de bebida no copo e secretamente começou a beber.


Isto só havia acontecido quando o pai de Illisa morreu. Ele havia renascido como Sakka o rei do 33º Céu. Isto aconteceu devido a sua longa vida de generosidade. Naquele momento particular, Sakka estava curioso para saber se o seu refeitório para comida gratuita ainda fornecia para todos aqueles que a desejassem. Ele descobriu que já há muito tempo não existia, que seu filho havia acabado com a tradição familiar e tinha até mesmo chutado os famintos para a rua. Ele viu seu filho sovina, bebendo sozinho escondido entre os arbustos, com medo de ter que dividir com os outros.


Sakka decidiu mudar a mente de Illisa e ensinar-lhe uma lição sobre os resultados das boas e más ações. Ele decidiu torná-lo mais generoso do que mesquinho, então ele também poderia renascer no mundo do paraíso.

O rei do 33º Paraíso se disfarçou tão bem que parecia exatamente como Illisa o Mesquinho. Ele tinha os pés tortos, mãos tortas e era vesgo. Ele entrou na cidade, foi ao palácio, e pediu uma audiência com o rei. O rei disse, “Deixe meu conselheiro Illisa entrar”.


Ele perguntou, “Por que você veio até aqui neste momento inoportuno?” “Meu senhor” disse Sakka, “Eu tenho que dar minhas riquezas para abastecer a tesouraria”. O rei replicou, “Não, não, eu tenho o suficiente, muito mais do que isso. “O disfarçado Sakka disse, “Então, se você não a quiser, meu senhor, permita-me bondosamente dar a quem eu desejar.” “Faça o que você disse”, disse o rei.


Sakka foi a casa de Illisa. Os criados o acolheram como se ele fosse de fato seu mestre. Ele entrou na casa e sentou-se. Mandou chamar o guardião do portão e disse “Se alguém, que se pareça comigo, vier aqui e disser, Esta casa é minha”, não o deixe entrar. Em vez disso agarre-o pôr trás e chute-o para fora!” Então ele subiu as escadas e chamou a esposa de Illisa e sorrindo para ela disse, “Meu amor, sejamos generosos!”

Primeiro a esposa de Illisa, as crianças e os criados ficaram surpresos. Eles disseram uns aos outros, “Isto nunca havia passado pela sua cabeça, antes daquele dia, dar alguma coisa a alguém. Aquilo deveria ter acontecido porque ele havia tomado bebida alcoólica, o que deveria ter amolecido um pouco sua cabeça!”


A esposa de Illisa disse, “Como você desejar, meu senhor, doe o quanto você quiser”. “Chame o baterista”, disse Sakka”, e ordene-o a bater tambor por toda cidade. Ele deverá anunciar que todos os que desejarem ouro, prata, pérolas, jóias, lápis lazuli, diamantes e corais, deverão vir a casa de Illisa o bilionário”. Ela fez o que ele disse.


Rapidamente uma grande multidão começou a chegar carregando cestas, baldes e bolsas. Sakka abriu a porta da sala de tesouros de Illisa. Ele disse, “Eu vou dar a vocês todas essas riquezas. Peguem o quanto vocês quiserem e saiam”. As pessoas pegavam e levavam para fora e empilhavam as riquezas. Eles abasteciam seus cofres e então carregavam para longe.

Um homem astucioso que morava no campo, havia feito arreios para os novilhos de Illisa, para que ele pudesse colocá-los na sua carroça. Aquele homem decorou as bordas da carroça com os sete tesouros de Illisa o Mesquinho , e cavalgou pela cidade através da estrada principal.


Sem saber de nada, ele passou pelos arbustos onde o verdadeiro Illisa ainda estava escondido tomando a bebida. Ele estava tão feliz de ter se tornado repentinamente rico, que gritava enquanto galopava, “Meu senhor Illisa viverá cem anos! Por sua causa eu não terei que trabalhar mais nenhum dia em minha vida! Estes são seus novilhos, sua carroça e seus sete tesouros. Eles não foram dados a mim nem por meu pai, ou por minha mãe – mas por você, Illisa o Generoso!”


Illisa que estava escondido ficou chocado ao ouvir aquilo. Ele pensou, “Aquele homem está falando de mim! Será que o rei tomou minhas riquezas e as distribuiu?” Então ele saltou para fora dos arbustos e gritou, “Ei você, o que está fazendo na minha carroça de bois?” Ele agarrou as rédeas e segurou a carroça.


O aldeão desceu da carroça e disse, “Qual o problema com você? O bilionário Senhor Illisa está dando suas riquezas para todas as pessoas da cidade. O que você acha que está fazendo?”


Depois que disse isso, ele acertou Illisa na cabeça tão duramente quanto um estampido de trovão, e montou na carroça abastecida com as jóias.


Illisa o Mesquinho deu um salto em perseguição à carroça. Ele agarrou as rédeas novamente. Desta vez o aldeão segurou Illisa pelos cabelos puxou sua cabeça para baixo, e golpeou-o duro com seu cotovelo. Ele o agarrou pelo pescoço e arremessou-o ao chão, e então continuou seu caminho.

Este tratamento bruto trouxe Illisa à sobriedade. Ele correu para casa o mais rápido que pode. Viu aquela multidão carregando todas as suas jóias preciosas. Ele os agarrou segurando-os para que parassem, mas eles o empurravam de qualquer jeito e o jogavam ao chão. Aproximando-se, quase desmaiando por causa de suas contusões, ele tentou entrar em sua casa, mas o guardião do portão disse, “Onde você pensa que vai?” Batendo nele com um bastão, ele o agarrou pelo pescoço e o arremessou para fora.


Illisa pensou, “Agora ninguém poderá me ajudar, apenas o rei”. Então ele correu para o Palácio e foi diretamente para dentro. Ele disse, “Meu senhor, por que permitiu que minha casa fosse saqueada?” O rei disse, “Isto não foi feito por mim. Eu mesmo ouvi você dizer que se eu não aceitasse suas riquezas, você as daria a todos os cidadãos. Eu louvei sua generosidade. E não foi você que enviou um baterista as ruas, para anunciar que você estava dando suas jóias para qualquer um?”


“Meu senhor rei, deve estar brincando!” disse Illisa “Eu não faria nada disso. As pessoas não me chamam “Illisa o Mesquinho por nada!” Eu não dou nada a ninguém que eu possa ajudar. Por favor senhor rei, convoque quem quer que esteja dando meus tesouros e esclareça este problema.”

Depois de ter sido convocado pelo rei, Sakka foi ao palácio. Illisa perguntou “Quem é o verdadeiro bilionário, meu senhor rei?” Nem o rei, nem seus ministros puderam dizer a diferença entre eles.


O rei disse, “Nós não podemos dizer quem é o verdadeiro. Vocês não conhecem alguém que possa reconhecê-los com certeza?” “Sim, meu senhor, minha esposa pode reconhecer-me”, disse Illisa. Mas quando a esposa de Illisa foi chamada e questionada, ela se levantou ao lado de Sakka e disse “Este é o meu marido”. Quando os filhos de Illisa e os criados foram convocados, eles também apontaram Sakka.


Illisa pensou, “ Eu tenho uma verruga na minha cabeça, coberta por meu cabelo. Somente meu barbeiro sabe disso.” Então ele disse ao rei, “Por favor convoque meu barbeiro. Ele me conhece muito bem.”


O barbeiro foi chamado e o rei perguntou, “Você pode nos dizer qual desses dois homens é Illisa o bilionário?” “Eu devo examinar suas cabeças.” Ele disse, “Assim determinarei quem é o verdadeiro Illisa.” “Faça isso.” Disse o rei.

Imediatamente Sakka o rei do 33º Céu fez uma verruga aparecer em sua cabeça. Quando o barbeiro os examinou, ele encontrou verrugas na cabeça de ambos. Ele disse, “Oh! Senhor rei, eu não posso saber qual deles é Illisa. Ambos têm os pés tortos, as mão tortas, ambos são vesgos e ambos têm verrugas no mesmo lugar, nas suas cabeças. Não posso dizer a diferença”.


Ouvindo estas palavras Illisa começou a tremer. Sua mente tornou-se tão desequilibrada pela perda de sua última esperança de recuperar suas riquezas, que ele desmaiou ali mesmo.


Naquele momento, Sakka disse, “Eu não sou Illisa. Eu sou Sakka, rei dos deuses do paraíso 33”. Quando ele disse isso, usou super poderes para subir pelos ares e ficar suspenso.


Os servos respingaram água fria no rosto de Illisa e acordaram-no de seu leve desmaio. Ele se ajoelhou diante de Sakka, o rei dos deuses.

Então Sakka falou, “Estas riquezas chegaram a mim não por você. Eu mesmo, quando era seu pai fiz muitos títulos de mérito. Eu ficava feliz de dá-los aos pobres e necessitados. E foi por isso que quando morri, eu renasci como Sakka, o rei dos deuses.”


“De qualquer modo você tem violado a tradição de nossa família sendo um não doador – vivendo uma vida de miséria, colocando fogo no refeitório de caridade, e enxotando os mendigos e sem-teto de sua porta – você guardou toda a fortuna da família para si próprio. Você é tão sovina, que não pode nem mesmo usar as riquezas para sua própria satisfação. Isto é um completo desperdício e é desnecessário. A fortuna da família tornou-se um tanque possuído por demônios onde ninguém pode matar a sede. Seria melhor se você morresse”.


“Illisa, meu primeiro filho, se você mudar suas atitudes você será o maior beneficiado. Se reconstruir a cozinha para oferecer comida de graça, para todos aqueles que pedirem, você ganhará ambos mérito e paz em sua mente. Mas se você se recusar a ser generoso, você fará toda sua riqueza desaparecer. E seu crânio torto será partido com minha adaga divina de diamantes!”

Com medo de sua própria morte, Illisa o Mesquinho prometeu, “Eu praticarei generosidade de agora em diante, oh! rei dos deuses”.


Sakka aceitou sua promessa. Ainda flutuando no ar, ele pregou o verdadeiro valor da doação. Ele também o convenceu a praticar os cinco degraus de elevação, para seu próprio benefício e dos outros.


Eles deveriam ser completamente abandonados: a vida destrutiva, pegar o que não fosse dado, mau comportamento sexual, falso discurso e perder a cabeça devido ao álcool.

Então Sakka desapareceu e retornou a sua casa celestial.


Illisa realmente mudou suas atitudes. Ele dava donativos generosamente, e fez muitas outras boas ações e tornou-se muito feliz. Quando ele morreu, ele renasceu no mundo do paraíso.


A moral é: Pobre realmente é o homem rico que não pode dividir uma moeda.

A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de Luciana Silva de Campos, com ilustração de Sandro Neto Ribeiro.

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FONTE DOS TEXTOS

As Mais Belas Histórias Budistas, página criada por Sandro Neto Ribeiro.


http://www.vertex.com.br/users/san



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