RENÉ QUINTON - 5

(Adaptado por Euro Oscar de texto de Xavier Bouillot
e outras fontes da INTERNET

DEMONSTRAÇÕES DE QUINTON

Ele consegue realizar três importantes demonstrações:


1-Injetar água do mar num organismo sem provocar nenhum acidente.


2-Subtrair a um organismo uma parte importante do seu meio interior para o substituir por uma quantidade equivalente de água de mar, não provocando, também ai, nenhum acidente.


3-Conseguir fazer viver normalmente na água do mar células orgânicas habituadas a evoluir no meio interior.


Criança antes e depois de tratada com o plasma de Quinton

EXPERIÊNCIAS DE QUINTON

Quinton entrega-se a toda uma série de experiências. Por exemplo, administra a um cão, por via intravenosa e durante oito horas consecutivas, água do mar, até a concorrência de 66% do seu peso. Ele renova a operação com outro cão e vai, desta vez, ate 104% do peso do animal.



SUBSTITUIÇÃO DE TODO O SANGUE

A água do mar foi minuciosamente diluída em água de fonte, isotonicamente. A atividade renal destes animais permanece perfeitamente normal. Decide então esvaziar totalmente um cão do seu sangue e substituí-lo por uma quantidade igual de água do mar. Todos os componentes do seu sangue (dos quais glóbulos vermelhos e brancos) desapareceram. Depois de algumas horas de enfraquecimento, o animal reage maravilhosamente e retoma uma vitalidade espantosa nos dias que se seguem.


Rene Quinton demonstrou que o nosso corpo é constituído por 7/10 desta água salgada que cobre os 7/10 do globo. E também que os glóbulos brancos humanos continuam a viver na água do mar enquanto morrem em qualquer outro meio artificial.


Concluiu definitivamente: "Entre a água do mar e o meio vital do vertebrado, isto é, a organização mais elevada do reino animal e dotada do mais alto poder vital, há identidade fisiológica."



LOUIS BAGOT E JEAN JARRICOT

Estas descobertas apaixonam o bretão Louis Bagot que, depois de ter estudado profundamente as qualidades especificas do clima costeiro e as praticas hidrológicas, acaba por fundar o primeiro instituto marinho na França. Apaixonam também a Jean Jarricot - médico homeopata- que irá introduzir vários medicamentos homeopáticos produzidos a partir não só da água do mar como também de lamas, areias, conchas, moluscos, algas e fungos marinhos.



GUERRAS NA EUROPA TOLHEM O MÉTODO DE QUINTON

No entanto, a Europa mergulha na primeira metade do século XX em guerras, disputas territoriais, econômicas, raciais, etc. e uma vez que estes conflitos tem como palco a própria Europa, a destruição provocada por invasões, bombardeios, sítios e bloqueios dificultam o desenvolvimento desta técnica. Do ódio e invejas raciais pouca coisa escapa e a Europa mergulha assim numa pequena idade de trevas.


Os EUA tomam a liderança científica do mundo e assim varias técnicas naturais e ou tradicionais própria da cultura européia caem em desuso.



RESSURGIMENTO DA TALASSOTERAPIA NA DÉCADA DE 1950

Seria preciso atingir os anos cinqüenta para que as terapias a base de cura marinha saíssem do esquecimento.


O estabelecimento de centros de talassoterapia nos últimos anos tem sido animador, atualmente temos:


10 centros na Mancha ( Le Touquet - Dieppe - Trouville - Deauville - Luc-Sur-Mer - Siouville - Granville - Perros-Guirec e Roscoff)


10 centros no Atlântico (Douarnenez - Benodet - Carnac - Quiberon - La Turballe - La Baule - Pornichet - Saint Jean De Monts - Sainte Marie De Re e Biarritz.


6 centros no Mediterrâneo (Port Barcares - Cap D'Agde - La Giotat - Saint Raphael - Villeneuve Loubet e Corse Porticcio).


2 centros na Bélgica ( Knocke Le Zoute e Oostende).


1 centro na Espanha (Mijas) e 1 em Portugal (Espinho)


Nos centros de talassoterapia hoje existentes na Europa, são agregadas varias técnicas complementares como:


Hidroterapias (banhos e duches, pedilúvios, manilúvios) -Termoterapia (saunas) - Quiroterapias (massagens e quiropraxia) - Algoterapias (aplicação de algas) - Lodoterapias (aplicação de lamas) - Climaterapia (ionização) - Aeroterapia (ar, ventos) - Helioterapia (sol) - Dietética (alimentação) - Cinesioterapia (Exercícios e trabalho muscular).


Para tratamentos de: Artroses, algias em geral da coluna vertebral, ciática, reumatismos inflamatórios, afeções metabólicas ou pós traumáticas (osteoporose), traumatismos (reeducação funcional), problemas vasculares (arterite), adiposidade e celulite, envelhecimento precoce, algumas afecções psíquicas (depressões), perturbações do sono, esgotamento nervoso, perturbações respiratórias e algumas doenças de pele.



ALGUMAS CONTRA-INDICAÇÕES À TALASSOTERAPIA

Existem algumas contra-indicações, tais como:


Problemas cardiovasculares: As grandes perturbações do ritmo cardíaco, a insuficiência coronária evidente e não estabilizada, as grandes hipertensões.


Dermatológicas: Em caso de dermatose inflamatória resultante ou infectada por exemplo, os tecidos não devem ser postos na água do mar quente porque esta água iria corroer as feridas e impediria a cicatrização.


As psicoses, uma vez que as pessoas que sofrem desta perturbações apresentam dificuldades de adaptação.


Não acontece o mesmo para os estados nevríticos, sendo estes muito numerosos (angústia, depressão, etc.) que pelo contrário encontram uma excelente indicação na talassoterapia.



NO BRASIL, HÁ CENTROS DE TALASSOTERAPIA?

No Brasil não conhecemos nenhum centro de talassoterapia, os benefícios da água do mar, são obtidos de uma maneira espontânea e inconsciente quando nos dirigimos ao litoral, principalmente nos períodos de férias. Assim são obtidos benefícios relativos à absorção, através da pele, dos micronutrientes contidos na água do mar, aproveitamos o ar ionizado das brisas e a radiação solar da orla marítima.


No entanto, um pesquisador de primeira linha, passando pelas mais diferentes agruras e limitações comuns num pais que não valoriza nem estimula a pesquisa, o Prof. Francisco Antunes, Engenheiro Químico, fundador do Instituto Augusta de Pesquisa, há mais de trinta anos, caminhando por trilhas diferentes de Quinton e outros ilustres da ciência européia, chegou a conclusões semelhantes. Afirma que na carência mineralógica reside a causa de um cem números de doenças e propõe o uso da água do mar como um meio adequado de restituir toda gama de micronutrientes aos organismos debilitados e mesmo como um meio válido para prevenção de várias doenças.


Desenvolveu um preparado que leva o nome comercial de "SKRILL"(concentrado mineral natural) - que nada mais é do que a própria água do mar que, colhida e submetida a um processo especial, onde lhe são retirados os elementos incompatíveis com a vida (como o cloreto de sódio por exemplo), permanece com mais de 50 elementos químicos em seus sais solúveis em água, e por esse motivo facilmente assimilados pelo organismo.


Esta afinal é a grande contribuição do Brasil à talassoterapia. O desenvolvimento de um produto para uso interno complementando os outros procedimentos descritos em nosso artigo e comuns nos centros europeus especializados.


Em ultima análise, a talassoterapia é uma terapia holística (não perde a visão total do indivíduo), que não só é curativa mas preventiva por excelência, de baixo custo, a sua divulgação pode ser uma alternativa viável aos procedimentos que regem a política de saúde publica.


Num país, cuja vocação para o turismo está sendo evidenciada nos últimos anos, convocamos empresários e terapeutas especializados a desenvolver centros de aplicação da talassoterapia.


O dividendo maior seria uma melhora substancial na média de saúde da nossa população.


Autor: M. Matheus de Souza DC. São Paulo/fevereiro/1998.


(Digitação desse autor revisada para este sítio, por iniciativa de Euro Oscar)


Bibliografia citada por M. Matheus de Souza DC:


PAULE OBEL - LA SANTÉ PAR LA THALASSOTHÉRAPIE 1ª-edição -1984 - M. A Editions - Paris FRANCISCO ANTUNES- CARÊNCIAS MINERALÓGICAS DA FLORA E DA FAUNA - 10ª-edição - 1982-do autor - São Paulo - SP.


(Outras fontes: http://www.chez.com/12lois/coeur/vsp.html, trechos da revista “Le Lien”, de 1990 e livro "O SEGREDO DAS NOSSAS ORIGENS", de André Mahé, /Quinton Brasil, Rio de Janeiro,2002, 170 p.)

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