O TAO DO OCIDENTE
PÁGINA 33

CAMINHO DE UM VIAJANTE
(continuação)

28 - Sobre minimalização I

Penso que SER, é mais importante que TER. Ao longo da vida, acumulei objetos, livros, roupas e tantas outras coisas, por achar que um dia ainda poderiam servir para alguma coisa. Lembrei-me de uma jornalista americana que certa ocasião disse - Serei uma pessoa feliz no dia que, ao ter que me mudar, todas as minhas coisas couberem no carro.


Evidentemente, ela buscava SER. Aquilo mexeu comigo, pois afinal deveriam haver muitas pessoas caminhando na mesma direção, e o que ela dizia tinha muito sentido. É uma benção poder contar com os outros, e se não puder? Bem, se não puder, conte consigo mesmo, com esta pessoa nova e completa...

29 - Espírito e grandeza

Tive uma fase na vida marcada por uma série de questões muito penosas. Recebi na ocasião, o apoio de pessoas amigas que em momento algum colocaram em jogo a correção ou não de minhas posições. Não estavam necessariamente me dando razão, simplesmente me ofereciam o apoio moral que eu estava precisando. Mais tarde, sozinho com minhas reflexões, percebi que aquelas pessoas tinham uma coisa em comum: viam as pequenas mazelas da vida, na sua devida proporção. Em momento algum ficaram em cima do muro. Concluí com grande alegria, que eu tinha amigos decentes.

30 - Depois de conhecer o Tao

Eu estava meditando sobre minha decisão anterior de interromper provisoriamente o estudo do Tao: um indivíduo que aprende a ler e escrever, jamais será analfabeto de novo. Eu já havia sentido de forma clara as vantagens de uma posição equilibrada e serena. Tive oportunidade de presenciar acontecimentos que eram derivados de minha nova forma de enfrentar a vida. Como poderia negar estes fatos? Esquecer o Tao é possível?

31 - A tarefa do crescimento

Como disse antes, há momentos em que a dúvida nos assalta e por esta ou aquela razão, preguiça ou conveniência, somos tentados a deixar a nossa trilha. Refletindo sobre isto e sobre os avanços que havia feito, lembrei-me de outro ditado: quem aprende a andar de bicicleta, nunca mais esquece. E com o Tao, acontece o mesmo.

32 - Não-fazer

Tive uma certa dificuldade inicial para entender a lógica do "não-fazer". Agora percebo que o espaço vazio que se consegue com este exercício, é fundamental para a presença do Tao, por uma razão eviente - o Tao tem sua ação de harmonizar e sugerir soluções, enfim de resolver. Ele está presente nos menores espaços. Até mesmo numa pedra, pois sequer a estrutura subatômica é completamente sólida. Ora, o pensamento embora de natureza mais sutil, também ocupa um espaço difuso. Não basta apagá-lo com uma borracha como se fosse escrito a lápis. Apagam-se preocupações, mesmo que provisoriamente, pelo profundo desejo de apagá-las. Como num exercício de mente-vazia. Ocorre então a ação regeneradora do Tao - e isto é o "não fazer".

33 - Reduzindo a irritação

Diziam que meu aparelho de vídeo não podia ser consertado. Eu o usava bastante e comprar um novo estava fora de cogitação. Ao invés de me irritar, consegui manter a serenidade. Horas depois me encontrei com um técnico que há muito não via. Dois dias depois o aparelho estava pronto e perfeito. Não gosto muito de ouvir falar de "milagres", mas isto de fato ocorreu. Não parece muito importante, porém é significativo.

34 - Reduzindo a impaciência

O tempo estava terrivelmente quente. Nunca me dei bem com o calor, ainda mais com uma verdadeira epidemia de insetos. A Leitura do Tao-Te-Ching, que eu retomara, estava sendo sensivelmente prejudicada. Interrupções não eram bem-vindas. O que fazer? Fiz exatamente o seguinte: em primeiro lugar, me deitei por inteiro de costas e relaxei o quanto pude. Um relaxamento muscular de dentro para fora. Depois, sem lutar com a temperatura, esfriei a cabeça e esvaziei a mente. Tudo foi muito fácil, e não durou mais do que uns três minutos. O resultado foi tão bom, que passei a recorrer a este expediente sempre que sentia necessidade.

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FONTE DOS TEXTOS

O TAO DO OCIDENTE
Direitos reservados © 2000
P. G. Romano
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