O TAO DO OCIDENTE
PÁGINA 35

CAMINHO DE UM VIAJANTE
(continuação)

41 - Não guardar supérfluos

Sempre gostei de filosofia. Comprei um livro que sintetizava a vida, a obra e o pensamento de Sócrates. Li, gostei, anotei algumas coisas depois doei a uma biblioteca pública. Há mais ou menos 3O dias eu fiz uma enorme seleção nos meus livros, e de uns mil, separei vinte e cinco. Não mais. Perto de 9OO foram para a mesma biblioteca. O critério de seleção não vem ao caso. O importante é que meu processo de minimalização, começou efetivamente por aí.


É curioso que na ocasião tive muita pena de me separar deles. Hoje, nem me lembro da cor das capas. O que eles tinham de bom, está guardado na memória. Hoje, praticamente só tenho uns poucos livros de referência: dicionários e coisas assim. Quando quero ler um livro, compro, anoto e dou depois, ou então peço emprestado. Não quero guardar mais nada que de fato não vá necessitar no futuro. Como sei se não vou necessitar? Na verdade não sei, é pura intuição. Esta é a minha minimalização na prática.

42 - Tempos de dúvida

Mais uma vez eu fiquei em dúvida sobre a eficiência do que eu estava fazendo. Afinal, se o Tao harmoniza e eu estava fazendo tudo nessa direção, por que então que eu não me sentia tão bem e confortável como gostaria? A essa pergunta, eu mesmo respondia que talvez isso resultasse da deficiência do processo ou então de minha própria incapacidade em exercitá-lo.


Para não tomar uma atitude emocionalmente intempestiva, resolvi me dar um tempo para refrescar a mente. Durante mais ou menos 3 semanas, nada fiz que lembrasse que algum dia eu estivera tentando trilhar o Tao. Este foi um tempo basicamente voltado às coisas comuns do dia-a-dia.

43 - Exercitando a paciência II

Tenho que desenvolver minha paciência - fiz esta anotação no período das 3 semanas que se seguiram à decisão anterior. Certo dia, eu retornava de uma viagem e o ônibus passava por um grande engarrafamento na estrada. Normalmente eu teria explodido e perdido a paciência. Lembro-me de que a nota foi escrita com grande tranqüilidade. Finalmente eu estava conseguindo vencer a impaciência, com alguma dificuldade é verdade, mas estava. As flores do Tao estavam brotando.

44 - Enfrentando a má-fé

Ainda durante o período citado, tive um sério desentendimento a respeito de trabalho. Mais uma vez, no entanto, as poucas virtudes que eu havia conseguido acumular, me alertaram para decisões precipitadas que poderiam levar todo o caso a um desastre total e desnecessário. Naquela ocasião, me lembrei das palavras de Charles Fort, jornalista americano, filósofo bissexto e grande especialista nas trivialidades da vida.


Ao se defrontar com alguma afirmação estapafúrdia como "A Terra é um cubo oco...", ele complacentemente determinava - Julgamento suspenso, aceitação temporária, questionamento sempre... Com isto eu me propunha a não criticar de imediato, e a aceitar a situação pelo tempo necessário para um melhor julgamento. A ponderação de atitude, era uma grande novidade para mim. Me dava a impressão que eu estava agindo, finalmente, de forma civilizada.

45 - O papel da música

Pouco a pouco as tristezas e desencantos, abriam espaço para amenidades. Sempre gostei muito de música e me frustrava por não tocar nenhum instrumento. Já havia tentado o violão em duas ocasiões. Numa das viagens que eu fazia ao interior, passando por uma loja de instrumentos musicais, vi na vitrine um violão muito bonito que olhava para mim, como dizendo - me leva que desta vez vai dar certo...


Confesso que até hoje só consigo me acompanhar. Não quero me tornar um virtuose, nem o conseguiria. O que eu faço me basta e me deixa muitíssimo satisfeito. Por que será que desta vez a coisa deu certo? O que você acha? Eu tenho minha resposta...

46 - Questões de trabalho

Há três anos que eu vinha tratando de conseguir uma transferência no trabalho. E estava tendo muita dificuldade, porque embora minha capacidade profissional não fosse posta em dúvida, eu era conhecido por ter um gênio muito difícil. E era verdade. Eu sabia disto, e até que dava razão a eles...

No entanto, depois que resolvi dar um basta neste tipo de comportamento, as coisas melhoraram muito e em menos de dois meses, consegui a transferência que eu queria. Graças à orientação do Tao. E sabe por que eu tenho tanta certeza disto? Porque fui eu a única coisa que mudou.

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FONTE DOS TEXTOS

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P. G. Romano
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