O TAO DO OCIDENTE
PÁGINA 8

O CONCEITO DO TAO

Até hoje, milhões e milhões de chineses reúnem-se todas as manhãs nas praças públicas, para a prática diária do Tai-Chi-Chuan. Isto lhes assegura uma predisposição adequada para um dia de trabalho produtivo e tranqüilo. Moços e velhos em conjunto, realizam movimentos graciosos, que o pragmatismo do ocidente jamais entenderia, mesmo que disso resultasse em maior produção. O que está por trás do Tai-Chi-Chuan é o Tao; nada mais existe nesta prática do que a ação do Tao.


O título deste livro, "O Tao do Ocidente" tem sua razão de ser. Como dissemos, para o povo chinês, o conceito do Tao é inato. Você que nasceu e mora num país ocidental, entenderia por exemplo, um Deus sem sentimentos, que não premiasse os bons nem castigasse os maus? Que se ocupasse de muito mais coisas do que o Homem? É difícil não é? E sabe por quê? Porque simplesmente durante gerações e gerações, temos sido educados a ver um Deus antropomórfico, isto é na forma humana e orientado para as necessidades do homem.


Alguém disse uma vez, que se as formigas tivessem um Deus, este seria uma enorme formiga de barbas brancas. Parece ser natural criar um Ser Superior, à nossa imagem e semelhança...


O Deus do homem, guarda como não podia deixar de ser, algumas das características do deuses pagãos egípcios ou gregos, exatamente porque também estes povos, os visualizavam como meros atendentes de suas necessidades pessoais. Pessoalmente, acho que Deus deve andar mais ocupado com questões relevantes como a Justiça Universal, do que com o direito dos homens. Deve estar muito mais interessado numa Grande Ética, do que nos mesquinhos códigos morais vigentes neste planeta. Não consigo imaginar Deus favorecendo o time A ou B, ou atendendo preces voltadas a ganhar na loteria ou conseguir um namorado. Isto, um feiticeiro competente consegue com muito mais facilidade, e a um preço bastante módico...


Fico imaginando como é possível que milhões e milhões de pessoas, continuem a tratar Deus como se fosse seu serviçal: me dá isso, me faz aquilo... onde as lágrimas e a forte emoção costumam esconder, nem sempre é claro, interesses que em nada dignificam o Deus a que estão orando ou suplicando.


Voltemos ao nosso "Tao do Ocidente". O homem ocidental, mais do que o oriental, raciocina com lógica e somente com ela, deixando praticamente de lado a intuição. O pensamento científico cartesiano, fez com que o processo intuitivo, fosse esquecido, menosprezado e ridicularizado. A razão disto, é que o método científico se baseia em certas Leis rígidas e axiomáticas, ou seja, você pode discutir o assunto, mas para que sua conclusão seja considerada científica, o resultado deve passar pelo crivo da ciência. Se passar, você tem em mãos uma verdade científica, se não passar...


Este crivo ou critério obriga, por exemplo, que o resultado a que você chegou em certa questão, possa ser repetido por qualquer pessoa, utilizando os mesmos meios que você empregou. Isto é chamado repetibilidade, e para nós do ocidente, faz muito sentido, tem lógica. Se José misturou A com B, obtendo C, então João ao misturar, nas mesmas condições, A com B, obrigatoriamente terá que obter C.


Não se deve desmerecer o método científico, por ele ser rígido e exigente, ditatorial mesmo. Ele é assim, porque foi determinado pelos cientistas lógicos que assim seria. Se o tempo mostrar sua falência, ele deixará de existir, mas enquanto ele funciona, continuará a ser aplicado. Ou você aceita ou não. Se aceitar, tem que se submeter aos seus critérios, se não aceitar, faça o que bem entender, só que não haverá aprovação de seus pensamentos ou experimentos na comunidade científica. É um clube fechado com suas próprias regras. Ninguém o obriga a ser sócio. É uma tolice dos defensores dos chamados métodos alternativos, ao advogar suas causas, atacar os cientistas, chamando-os de perversos, insensíveis, inflexíveis.


O trabalho em outras frentes, exige outras réguas de medição. Um esquadro e um compasso, podem ser instrumentos perfeitamente adequados ao método científico. No entanto, um fenômeno como a telecinese ou a própria ação do Tao, terá que apresentar seu próprio método de avaliação.


Não creio que a estatística, processo dos mais empregados nos métodos alternativos, seja a melhor forma de validar os fenômenos paralógicos, até porque, embora a estatística não seja uma ciência exata, está incluída respeitosamente entre as ciências experimentais. A posição será muito mais consistente, ao se mostrar, por exemplo, que os maiores avanços do Homem como Ser, foram conseguidos partindo de especulações filosóficas nascidas da intuição. Não sei se o exemplo é o mais feliz, mas julgo que seja adequado à exposição que estamos fazendo. Recentes estudos da Física Quântica sugerem haver uma relação de causa-efeito entre a vontade e o movimento de certas partículas sub-atômicas.

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FONTE DOS TEXTOS

O TAO DO OCIDENTE
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P. G. Romano
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