TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL

Tradução de Else Kohlbach - Editora Civilização Brasileira


LIVRO "TELEFONE PARA O ALÉM",
DE FRIEDRICH JÜRGENSON, PARTE 13


Nova experiência de contato científico com o Além, dentro dos recursos atuais da era tecnológica.

CAPÍTULO 25


ELES ME OBSERVAM E LÊEM MEUS PENSAMENTOS. O FENÔMENO DO RADAR E DA MUDANÇA DE TEMPO. AS TAREFAS DOS “COPISTAS” E POPSER (REPENTISTAS VIRTUOSOS DE IMPROVISAÇÃO LIVRE). A CENTRAL INVESTIGATION STATION.

QUANDO, com a ajuda de Lena, eu estabelecia um contato, podia ter a certeza de que estava sendo observado por ela através da tela de radar. Com isto Lena não me via apenas fisicamente sentado diante do receptor de rádio, mas também podia ler os meus pensamentos, mesmo antes de que os tivesse concluído corretamente.


Nem sempre conseguia apreender as rápidas instruções de Lena. Assim, por exemplo, certas ondas que me podiam parecer insignificantes eram importantes para Lena, e quando afinal eu começava a perder a paciência, querendo passar para outra onda, eia interferia logo e avisava apressadamente: Halten! Halten! Direkt Kontakt! (Manter! Manter! Contato direto!)

Nestes contatos diretos eu podia formular perguntas mentais, que obtinham imediata resposta através do rádio na fita magnética. Essas gravações diretas eram a melhor prova da eficácia da comunicação por radar.


Outra tarefa do radar consistia em transmitir aos habitantes de uma dimensão sem tempo e espaço, a hora do nosso planeta. Para essa finalidade, a equipe de radar usava uma espécie de "tempo alternado".


Nessa conexão o radar foi denominado "radar cronográfico" e o nosso horário da terra "tempo-padrão". Lamento não poder fornecer, no momento, maiores informações sobre a função e nem sequer sobre a construção daquele místico radar.


Gravei a palavra radar muitas vezes através do microfone ou do rádio, e isto sempre na ocasião em que me eram irradiadas diretamente as mensagens. Sem dúvida, hoje já compreendi, até certo ponto, o lado técnico da gravação, graças à colaboração de alguns cientistas alemães, que de modo surpreendente, ou melhor, de modo genial, alçaram, por um lado, a cabeça de ponte eletromagnética e, por outro, aplicando um método muito complexo de blindagem e amplificação, se esforçam para localizar a origem da convergência dos sons. Dificilmente se poderá prognosticar quando essas morosas pesquisas obterão resultados concretos.

Vamos abordar agora a atuação dos chamados "copistas" e popser (repentistas), aos quais coube um trabalho de comunicação tão importante quanto agradável. A palavra "copista" deve ser compreendida aqui na sua verdadeira acepção, ou seja, imitador, ao passo que o termo popser é corruptela do verbo inglês pop (surgir de repente, sobreviver) para o alemão. Poderia também chamar-se de "penetrador" ou "improvisador".


O trabalho dos copistas concentra-se na técnica da fala, ou melhor, na modulação da voz falada. Por seu turno, os repentistas dominam as vibrações das músicas e do canto. No essencial, ambos aproveitam a enorme vantagem de sua posição acima e fora do tempo.


Por meio de determinada preciptação ou dilatação do tempo, eles são capazes de modificar despercebidamente, sílabas e palavras de locutores radiofônicos ou os sons de quaisquer instrumentos musicais. Essas metamorfoses de palavras eram totalmente imperceptíveis, sem a mínima interrupção de uma reportagem ou canto. Eles modificavam somente o texto, mas não o som vocal do locutor ou do cantor. Nestes casos, o radar realizava uma espécie de filtração do texto, na qual a permuta de palavras não precisava, de modo algum, estender-se sobre todo o campo de irrádiação, mas apenas alcançava o meu receptor em Estocolmo ou Mölnbo.

É conveniente esclarecer que tais transformações de palavras são quase imperceptíveis sem o recurso de um gravador de som ligado. No decurso de uma irradiação, não se tem a mínima possibilidade de perceber a mudança, rápida como um raio, e, além disso, os copistas utilizavam sobretudo idiomas exóticos, aos quais, geralmente, dá-se pouca ou nenhuma atenção.


Apesar do meu treinamento de longos anos e da ajuda imprescindível de Lena, raras vezes consegui perceber essa permuta de palavras durante uma irradiação original. Até hoje isto me aborrece, mas, ao mesmo tempo, admiro o virtuosismo dos copistas e repentistas, que conseguem, de modo genial, realizar imperceptivelmente o intercâmbio de textos.


É lamentável que -- como verifiquei mais tarde -- tenha antecipadamente interrompido uma grande parte dessas extraordinárias irradiações de permuta, por julgar haver gravado apenas uma das usuais irradiações radiofônicas.

Na maioria dos casos, o verdadeiro sentido da palavra das comunicações começava a distinguir-se depois de várias reproduções retrocessivas. Mas uma vez compreendido corretamente, não havia mais problemas.


Também podia acontecer, por exemplo, que um locutor árabe começasse a falar alemão, sueco, estoniano, italiano ou russo, com sua voz inalterável. Então, repentinamente, chamava-me pelo nome, transmitia comunicações pessoais, Mölnbo.


Mälarhojden, e mencionava nomes de meus amigos falecidos; entrementes, intercalava algumas palavras árabes para, em seguida, apressadamente, enviar saudações à minha mulher e ao nosso Carino até que, finalmente, o relato era concluído no idioma original.


Às vezes também acontecia que os coplstas imitavam preleções fictícias em línguas exóticas, mas, na realidade, falavam alemão e sueco. Em tais casos era mais fácil reconhecer o intercâmbio, principalmente quando já me achava familiarizado com a voz do copista. Essas imitações diretas eram com freqüência efetuadas em volume de som normal através dos radares, que desempenhavam a função de trombetas falantes.

A mesma técnica de permuta era empregada pelos repentistas nos cantos e na música instrumental. Nas comédias, operetas ou oratórias clássicas, onde se alternavam o canto, a fala, a récita e a música, os copistas e repentistas atuavam em conjunto. Os repentistas são mestres em improvisação; sabem aproveitar velozmente qualquer oportunidade adequada, e como evitam de modo sistemático a rotina, suas idéias trazem o cunho da novidade.


Se os copistas despertam admiração pelas suas desconcertantes imitações de idiomas, a habilidade dos popser tem o efeito de pura magia. As ingerências musicais dos popser são quase sempre repletas de alegria vital e inebriante, e poderiam ser melhor definidas como dionisíacas.


É realmente admirável o modo pelo qual essas criaturas humanas invisíveis conseguem, simples e espontaneamente, apresentar humorismo e seriedade, emoção e alegria, numa cintilante variação.

Como o virtuosismo desses artistas não conhece limites, muitas vezes torna-se difícil verificar quando se trata de intercâmbio, imitação ou apresentação particular. Estou firmemente convencido de que, sem o auxílio de determinadas senhas, da emissão de comunicações pessoais e sobretudo sem a utilização da mistura de idiomas, essas tentativas de contato não poderiam ser notadas por um simples ouvinte de rádio.


Certa vez, durante uma irradiação comum, os popser permutaram de tal modo as vozes de um quarteto masculino tchecoslovaco que foi possível compreender claramente uma comunicação particular dirigida à minha mulher em quatro idiomas. Ao mesmo tempo, a orquestra e os aplausos do público ouvinte permaneceram inalteráveis.


Os textos dessa mensagens poliglóticas eram tão objetivos e específicos que eliminavam totalmente qualquer dúvida quanto à intenção do comunicado. Para destacar ainda mais o seu caráter particular, muitas vezes os nossos nomes próprios ou de famílias eram citados ou cantados.


Em todos esses casos tratava-se de grandes grupos de músicos, cantores e artistas formados* que escolhiam o setor de livre improvisação para o exercício de suas atividades artísticas. Mas, em certas circunstâncias tomavam parte tanto amadores como crianças, que atuavam em pequenas comédias, diálogos e canto coral, apresentados com naturalidade e muito humor.

Essas inúmeras irradiações, gravadas nas fitas magnéticas durante oito anos, constituem decerto um material comprobatório de suma e inestimável importância e, acima de tudo, objetivo. O simples fato de serem essas irradiações, geralmente bastante dispendiosas, difundidas pelas radioemissoras mais potentes da Europa, é de significação decisiva.


Creio ser desnecessário acentuar que nenhuma radiodifusora do mundo ousaria irradiar para o público tais programas sem sentido vulgar e incompreensíveis, sem que imediatamente se desencadeasse uma onda de protesto. Mas como tenho de contar, apesar da evidência das provas, com a enégica oposição daqueles que, por motivos inconfessáveis, negam a existência de dimensões mais elevadas, ou seja, de uma esfera de vida sobrenatural, sou forçado a reafirmar que as minhas gravações não poderiam provir de qualquer radiodifusora legal, embora talvez me acusem de possuir uma emissora clandestina.


É fácil, porém, contestar radicalmente essas afirmações, porquanto não me seria possível, por iniciativa própria, emitir durante vários anos essas estranhas irradiações sem ser notado e molestado, acrescendo-se o fato de que tais empreendimentos implicam vultosas despesas.


Ademais, não se poderia realizar numa emissora clandestina um programa tão variado sem a colaboração de técnicos, artistas e com um estúdio otimamente equipado. E como se poderia silenciar os colaboradores na sua correspondência com os autores dos programas? Na realidade, a suspeita de que eu mantenha uma emissora secreta é absolutamente absurda.

Por mais fantástico que pareça tudo isto, a verdade é que se trata de vozes de pessoas mortas, que por livre iniciativa buscam lançar uma ponte sobre o abismo que separa o seu plano de existência do nosso.


Com esse objetivo, os organizadores do Além utilizam não apenas uma instalação semelhante à do radar, mas também dispõem, ao que parece, de uma freqüência de onda eletromagnética especial, que manipulam à vontade, interferindo nas ondas curtas, médias e longas das nossas estações radiofônicas.


Todos os contatos efetuados com o nosso plano de existência estão sob a constante fiscalização da chamada Central Investigation Station e, ao que tudo indica, não podem realizar-se sem a sua colaboração. Quando, por exemplo, os copistas e os popser, com a ajuda do radar, permutavam palavras de uma transmissão radiofônica, ou enxertavam textos novos nas apresentações mais prolongadas, então isso passava somente através do meu rádio para o gravador de som, quer estivesse em Estocolmo ou em Mölnbo, enquanto as ondas de rádio da "Central de Investigação" cruzam livremente o éter, podendo serem ouvidas simultaneamente, no mundo inteiro.


Esta circunstância é de decisiva significação, pois encerra a possibilidade de que no futuro se consiga estabelecer uma comunicação permanente entre os dois mundos.

As transmissões radiofônicas da "Central de Investigação" diferem essencialmente dos contatos por radar dos copistas e repentistas, não por causa do seu volume de som especial, mas por suas reconhecíveis e bem definidas medidas preventivas, que se caracterizam por infalível precisão.


Tais medidas baseiam-se nos seguintes princípios: Como a planejada comunicação com o nosso mundo deve despertar um novo comportamento espiritual, há que confrontar gradativamente a publicidade com os fatos incontestáveis. Devendo a ação total causar finalmente certa normalização, cumpre evitar, tanto quanto possível, os impactos que possam acarretar erturbação ou mesmo choques.


Eis a principal razão por que todas as comunicações através da irradiação direta, são apresentadas camufladas. Os que não conhecem as diversas vozes e o estilo poliglõtico hão de pensar que se trata de uma interferência radiofônica comum. Em tais irradiações jamais se mencionou o nome de minha família e do nosso sítio, medida de precaução certamente considerada necessária à minha segurança e tranqüilidade no trabalho.


Graças aos meus amigos invisíveis, não fui obrigado a provar aos membros do Serviço de Segurança sueco que os meus contatos radiofônicos não tinham qualquer relação com a famigerada "Quinta Coluna", mas sim com a quarta dimensão.

Como já dissemos, as ondas eletromagnéticas da Central de Investigação podem intercalar-se nas freqüências de ondas de todas as emissoras. Quando, por exemplo, escutava um programa musical no rádio, habitualmente acontecia que, no fundo, certas vozes em surdina tornavam-se perceptíveis, trazendo-me uma comunicação.


Nessas ocasiões, aproveitavam-se habilmente os intervalos e a extinção completa dos sons de um pianíssimo. Embora essas comunicações fossem feitas geralmente em um volume de som discreto, a "Central de Investigação" dispõe de meios para intensificar esse volume até um fortíssimo ensurdecedor. Enviaram-me provas de ressonância máxima de som, às vezes em poucas palavras, mas em tal volume sonoro que me faziam estremecer.


Nestas circunstâncias, perguntava freqüentemente a mim mesmo o que aconteceria se as vozes de mortos mundialmente conhecidos como, por exemplo, Einstein, Pio XII, Annie Besant, Hitler, Stalin, Conde Ciano, Caruso, etc, fossem ouvidas repentinamente pelo rádio com ressonância total.


Decerto isto produziria uma perturbação geral e reações arrasadoras. Seria presumível também que o Ocidente e o Oriente se acusassem mutuamente de ostensiva hostilidade e que a ciência e a Igreja tivessem igualmente de se pronunciar a respeito.


Sem um lento e objetivo plano publicitário, o Absoluto só causaria danos, discussões e mal-entendidos, para, finalmente, apresentar-se como um enigma insolúvel e -- à semelhança dos UFOs -- exacerbar o ânimo dos seres humanos.

Não resta dúvida de que os espíritos tinham também de enfrentar certas dificuldades nas comunicações, e com o tempo compreendi que, de nossa parte, poderíamos contribuir com o aperfeiçoamento técnico, antenas mais sensíveis, filtros e amplificadores, etc., para obter uma comunicação mais clara e eficaz.


* formado = curso concluído.

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FONTE DO TEXTO

http://www.transcomunicacao.com



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