TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL

Tradução de Else Kohlbach - Editora Civilização Brasileira


LIVRO "TELEFONE PARA O ALÉM", DE FRIEDRICH JÜRGENSON, PARTE 7

Nova experiência de contato científico com o Além, dentro dos recursos atuais da era tecnológica.

CAPÍTULO 13


DURAS PROVAS DE PACIÊNCIA. LENA SE APRESENTA. O QUE REPRESENTAM AS INDICAÇÕES PARA O RÁDIO?

NAQUELA ÉPOCA, eu costumava, muitas vezes, falar à meia voz ao microfone. Fazia perguntas e mais tarde, na mudança para a velocidade reduzida, 3 ¾ procurava captar o sentido de certos sussurros.


Tenho guardado todas as fitas magnéticas com meus monólogos, pois através dessas experiências podem-se avaliar melhor os graus de desenvolvimento dos meus contatos. Naturalmente, aí aparecem também os meus fracassos e equívocos.


A desvantagem dessa espécie de tentativa de contatos consistia na considerável perda de tempo, resultante da auscultação com a velocidade reduzida. Enquanto que a gravação numa fita com a velocidade de 7 ½ requer uma hora, o tempo é duplicado na reprodução com a velocidade reduzida à metade.


Quando eu pretendia obter um quadro mais nítido de certas gravações, precisava, às vezes, manter um controle de 10 a 12 horas, durante as quais, é óbvio, não deveria perder a paciência.

As frases sussurradas daquela voz feminina que já se me tornara familiar -- que, aliás, já se havia apresentado como Lena -- nem sempre eram facilmente compreensíveis.


Era bem interessante e até empolgante observar seu modo de expressão e a técnica da fala, quando ela se esforçava em formar palavras, com incansável paciência, a partir de certas freqüências de minha voz ou de outros ruídos.


Raras vezes foi possível articular frases mais longas, mas outras vezes ela conseguiu intervir com a rapidez de um relâmpago, lançando palavras e observações quando, em outras ocasiões, semelhantes tentativas fracassavam.

Hilf, nimm Kontakt mit Radio -- Radio hemma -- tag Kontakt... abends Radio helfen -- hilf mein Mann... Ajude, tome contato com o rádio -- rádio hemma -- tag kontakt... à noitinha rádio ajuda -- ajude meu marido -- eram as frases mais repetidas, mas que eu ainda não havia compreendido.


Wir brauchen Stimmverstärkung. Nós precisamos aumentar o volume das vozes -- exclamou certa vez uma voz de mulher. Aparentemente, tratava-se de uma determinada freqüência de som, que deveria transformar-se em palavras. No princípio, eu me equivocara com a indicação sobre os contatos de rádio.


Naquele inverno, enquanto conversava com meus amigos invisíveis, acontecia com freqüência serem gravadas repetidamente irradiações de emissoras de rádio, que de maneira estranha pareciam dar respostas às minhas perguntas. Entretanto, nessas ocasiões, o rádio estava sempre desligado.

Certa vez, pus um disco na eletrola acoplada ao rádio e reduzi o volume de som. O famoso pianista russo Horowitz apresentava a Sonata de Skriabine, e eu perguntei aos meus amigos se a música poderia causar perturbação.


Rápida como um relâmpago, veio a resposta cantante: "Oh, não! Tu sempre nos dás alegria!" Fora dada alegremente em sueco. Noutra noite, perguntei se no "lado de lá" era a minha voz constantemente perceptível. Não obtive resposta, mas repeti a pergunta muitas vezes.


Depois de algum tempo, escutei aquele conhecido tom ruidoso e tentava, em meio às dificuldades e interrupções, perceber algo quando, subitamente, uma voz alta, mas impetuosa e firme, disse em sueco: "A gente tem... ter muito tempo... para os... chamamentos... e..."

Naquela época, ainda não sabia ao certo se se tratava de partes ajustadas ocasionalmente dos programas de emissoras radiofônicas, ou de uma irradiação direta dos meus amigos.


Se, por acaso, se tratasse de programas intercalados, era evidente que os experimentadores dispunham de faculdades que ultrapassavam os limites das possibilidades terrestres em relação ao tempo e ao espaço. Decerto, equivocara-me com a exclamação: "Tome contato com o rádio!", porque o chamamento de Lena continuava a repetir-se.


Um novo fenômeno interessantíssimo também ocorreu nessa fase de desenvolvimento, numa noite tranquila e já bem tarde, quando estávamos sentados em silêncio djánte do gravador ligado.


Ninguém escutara o menor ruído, mas, ao rodar a fita mais tarde, soou repentinamente um coro masculino, quebrando o silêncio da noite, que começou a cantar baixinho: Höret ihr Brüder -- wir beten... (Vós, irmãos, escutai -- nós oramos...)

O canto era mavioso, uníssono e assemelhava-se a um coral da Idade Média. -- Numa outra oportunidade as vozes cantavam na mesma tonalidade a melodia: Wir hören von dem Himmel (-- Nós ouvimos do Céu). Certa noite, ressoou uma bela voz feminina: Wir beten von dem Himmel -- wir hören. (Nós oramos do Céu -- nós ouvimos...)


Tenho certeza de que há muito tempo vinha escutando essa voz com seu cálido e sentido vibrato. Até então, todos esse cantores e cantoras preferiam manter-se no anonimato.


Só alguns anos mais tarde, quando as comunicações eram realizadas por outro método e eliminada grande parte dos empecilhos e perturbações, nossas relações começaram também a ser mais francas e naturais.

CAPÍTULO 14

O CONSELHEIRO EM MEDICINA, Dr. FELIX KERSTEN, E SUA FITA MAGNÉTICA. QUAIS SÃO OS COMENTÁRIOS MAIS BEM INFORMADOS? – ESTRANHOS ENTRELAÇAMENTOS DO FIO DO DESTINO.

CERTA NOITE, o meu velho amigo Felix Kersten e sua mulher vieram visitar-nos. Kersten era conselheiro em medicina e massagista extraordinariamente talentoso.


A imprensa mundial escreveu tanto sobre Kersten (e seu livro é amplamente divulgado), que basta observar que, graças à sua enorme influência sobre Himmler consegiuu ele salvar centenas de milhares de vidas.


Desde o término da última Guerra Mundial, Kersten praticou a medicina em muitos países, mas residia em Estocolmo. Há muito tempo não nos víamos, e logo se estabeleceu uma palestra franca e animada. Apresentei algumas das minhas fitas sonoras, que lhe despertaram interesse.

Pediu-me que fosse visitá-lo e levasse o gravador de som. Pretendia mostrar-nos uma transmissão por ele realizada e que fora apresentada por uma emissora da Alemanha Ocidental. "Humano entre Desumanos" era o titulo do programa, resumindo suas ações de salvamento durante o Terceiro Reich.


Quando, certa noite, na roda de alguns amigos, ouvimos as gravações na fita magnética, um jovem e eu notamos que, vez por outra, durante os breves intervalos de respiração dos oradores, percebiam-se, muito baixinho, vozes secundárias. A seguir, reproduzimos estas partes e conseguimos reconhecer uma voz de homem que fazia comentários sobre a conferência em alemão.

As deficiências técnicas nada tinham que ver com os comentários dos desconhecidos intervenientes, que em vários trechos eram perfeitamente identificados. Consegui distinguir uma voz feminina e duas vozes masculinas, e a primeira delas cantava.


Quando, por exemplo, mencionou-se a ação salvacionista dos judeus poloneses na Suécia, ressoou um claro e eufórico Gnade! (Misericórdia!), presumivelmente cantado pelo mesmo soprano que se apresentou em nossa casa na noite de S. Silvestre com o solo de órgão.

Também me foi possível reconhecer a voz de um dos comentaristas. Falava um alemão irrepreensível, fazia seus comentários num tom seco e humorístico, mas, nos momentos oportunos, lançava uma réplica sarcástica. Sem dúvida, estava extraordinariamente bem informado e devia ter tido íntimas relações com os círculos dirigentes do Terceiro Reich.

Tinha plena certeza de que alguns ouvintes desconhecidos, em qualquer lugar no éter, assistiam à gravação dessa conferência, conseguindo fazer com que suas próprias observações e críticas fossem registradas na fita. E era bem estranho que justamente essa fita sonora chegasse às minhas mãos.


Afigurava-se-me que, mais uma vez, alguém entrelaçava os fios do destino. Mais tarde, fiz uma cópia dessa gravação, submetendo-a a rigorosos controles, durante os quais anotava a palestra, palavra por palavra.


Levara a fita para casa para verificação e ao terminar, com toda a calma e com o auxílio dos fones auriculares, a meticulosa análise, pude constatar, incontestavelmente, que se tratava de fenômenos vocais idênticos aos gravados nas minhas fitas.


Todavia, descobri também a existência dos chamados "ecos", ou seja, a baixa repetição de certas palavras, o que, aliás, acontece nos long-plays.

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FONTE DO TEXTO

http://www.transcomunicacao.com



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