O Tao do Ocidente - 1


Introdução

O objetivo deste livro é buscar esclarecer de forma simples um conceito muito difundido no oriente, o Tao. Para os ocidentais a tarefa exige um certo cuidado, pois nossa mente racional remeteria o tema a campos muito específicos como a Religião, a Filosofia e até mesmo a Física, onde o Tao não seria percebido por inteiro já que sua área de atuação é bem mais extensa. A Lei Universal da Gravidade faz com que todas as coisas se atraiam entre si. Aceitemos, por enquanto, que o Tao é uma Lei Absoluta que faz com todas as coisas sejam elas materiais ou não, funcionem bem e harmoniosamente. A maioria dos textos que versam sobre o Tao, tratam da interpretação das citações encontradas no Tao-Te-Ching, o mais importante livro sobre o assunto.

Em outras obras encontramos sua ligação com certos ramos da atividade humana, como a Comunicação e a Música. Afora estes, é reduzido o número de trabalhos que tenham como objetivo principal a divulgação do Tao como conceito. Entendemos que um tema tão vasto e instigante, deveria ter sensibilizado um número maior de escritores, o que lamentavelmente não vem ocorrendo.

O povo chinês possui um inconsciente coletivo onde o Tao está presente há muito, muito tempo. Não é necessário que os chineses sejam iniciados em seu significado. Diferentemente deles, nós precisamos. Convivendo, como convivemos, há séculos com a cultura ocidental não precisamos, por nosso lado, que nos expliquem a ideia de Deus, pois esta é tão natural para nós como o Tao é para eles.

A propósito do livro, nossa ideia inicial era escrever um texto sobre o Tao, pura e simplesmente. Logo percebemos que seria necessário algo mais do que esta abordagem solitária, pois que a natureza, os atributos e a ação do Tao, poderiam ficar nebulosos apesar de todo o cuidado com o conteúdo e organização do trabalho.

Passamos então a cogitar sobre algum tipo de exercício prático que seria acrescentado, de sorte a fixar os conceitos teóricos. Teria que ser algo de interesse geral e, de preferência, ligado em linha direta à atividade do Tao. Decidimos pela prática do desenvolvimento pessoal; com isto atingiríamos nosso objetivo primário, e ainda poderíamos dar aos Leitores um complemento útil e agradável.

A teoria, por sua vez, não deveria exigir do Leitor qualquer pré-requisito para poder ser entendida. O aperfeiçoamento ou desenvolvimento pessoal, envolve a modificação de valores negativos de comportamento ou a aquisição de valores positivos de caráter e comportamento. O resultado é uma postura mais serena, tranquila e feliz. Este objetivo parece irrealizável para muitas pessoas; no entanto é possível, através do Tao, conseguir um apreciável desenvolvimento num espaço de tempo relativamente curto. Uma das partes deste trabalho trata justamente de um exemplo do dia-a-dia num processo individual de crescimento.

Vamos ver que não é fundamental a presença de orientadores ou gurus, nem haverá interferência na religiosidade do Leitor, tenha ele uma crença ou não. Afinal quem pode ter Lao-Tsé, autor do Tao-Te-Ching, como orientador, está em muito boas mãos. Com um pouco de aplicação, persistência e vontade no coração, o Leitor poderá desenvolver as virtudes mencionadas.

O livro oferece ainda a chance de exercitar o raciocínio lógico mas também incentiva a busca de soluções dentro do inesgotável e mágico terreno da intuição. Mesmo para aqueles que estejam lendo o livro como mera curiosidade, acreditamos que, sua simples Leitura será de grande utilidade. Estamos convencidos que aqueles que usarem plenamente o texto, terão uma base que tornará possível leituras mais profundas. Quanto à adoção da filosofia do Tao como padrão normal de comportamento isto vai depender, é claro, de uma decisão pessoal.


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Fonte do Texto

O Tao do Ocidente.
Direitos reservados © 2000.
P. G. Romano.
pgromano@hotmail.com
Agradeço a esse autor por permitir que esta edificante obra seja aqui veiculada, para o bem de todos.


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