Imagens de Animais Selvagens - 189


Photos of Animals, Wildlife Pictures


Vários parques e áreas protegidas em viveiros existem para os leões-marinhos e a sua caça é menos intensa atualmente

Description: Lobo marino en el puerto de Mar del Plata, Argentina.

Sea lion in Mar del Plata's port.

O leão-marinho-da-patagônia (Otaria flavescens, antigamente Otaria byronia), também chamado de leão-marinho-do-sul, é uma espécie de leão-marinho da família Otariidae encontrado no Chile, Equador, Peru, Uruguai, Argentina e nas costas do sul do Brasil. É o único membro do gênero Otaria. Nos países sul-americanos de língua espanhola, é conhecido por vários nomes, mais comumente como lobo marino ou león marino (leão-marinho) ou ainda otario de la Patagonia.

O leão-marinho-da-patagônia é, talvez, o leão-marinho com a aparência mais incomum das espécies de leão-marinho conhecidas. Os machos têm uma cabeça muito grande, com uma juba bem desenvolvida, tornando-o mais parecido com um leão do que os outros representantes da família Otariidae. Eles tem o dobro do tamanho e do peso das fêmeas. Os machos geralmente são marrons e as fêmeas são de cor alaranjada, com focinhos arrebitados. Os filhotes nascem acinzentados na região do ventre e pretos ou de cor-chocolate na região dorsal.

O tamanho e peso do leão-marinho-da-patagônia podem variar consideravelmente. Os machos adultos podem crescer mais de 2,73 m e pesar até 350 kg. As fêmeas adultas crescem até 1,8-2 m e pesam cerca de metade do peso dos machos, cerca de 150 kg. Esta espécie é a que apresenta mais dimorfismo sexual (*1) entre os leões-marinhos.

(*1) Nota sobre o fim do parágrafo acima: Em biologia, o dimorfismo sexual é considerado quando há ocorrência de indivíduos do sexo masculino e feminino de uma espécie com características físicas não sexuais marcadamente diferentes. (Wikipédia)

O leão-marinho sul-americano é encontrado ao longo das costas e ilhas da América do Sul, a partir do Peru, ao sul, para o Chile, no Pacífico, e depois para o sul do Brasil no Atlântico. Ele viaja para o norte durante o inverno e primavera e vai para o sul para procriar. Colônias reprodutivas notáveis ​​incluem a Ilha de Lobos, no Uruguai, Península Valdés, na Argentina, Canal Beagle e as Ilhas Malvinas. Alguns indivíduos foram observados vagando tão ao norte como no sul do Equador, embora aparentemente eles nunca procriaram por lá.

Leões-marinhos-da-patagônia preferem se reproduzir em praias de areia, embora se reproduzam em praias de cascalho, rochosas ou de seixos também. Eles também podem ser vistos em penhascos rochosos planos com poças de maré. Colônias de leões-marinhos tendem a ser pequenas e dispersas, especialmente em praias rochosas. Eles também podem ser encontrados em portos e cais, mas não se reproduzem lá.

Leões-marinhos-da-patagônia caçam inúmeras espécies de peixes, incluindo a pescada argentina, garoupas, arenques e anchovas. Eles também comem cefalópodes , como a lula-da-patagônia (Doryteuthis gahi) e polvos. Eles ainda foram observados predando pinguins, pelicanos e jovens focas sul-americanas. Leões-marinhos da América do Sul podem forragear o fundo do oceano procurando por uma presa em movimento lento ou caçar no mar aberto em grupos, dependendo da área. Quando capturada, a presa é sacudida violentamente e dilacerada. São também predadores oportunistas, pois leões-marinhos-da-patagônia já foram observados tirando proveito dos esforços de caça de golfinhos-escuros, alimentando-se dos peixes que os golfinhos caçam em grupos. Os próprios leões-marinhos são predados por orcas e grandes tubarões, e são ainda, parasitados pelo morcego-vampiro na Ilha Pan de Azúcar.

Os Moches, povos antigos do Peru, adoravam o mar e seus animais. Eles muitas vezes representavam leões-marinhos da América do Sul em sua arte. E duas estátuas desta espécie são o símbolo da cidade de Mar del Plata, na Argentina.

Os povos indígenas da América do Sul exploravam essa espécie há milênios e os europeus fizeram isso em todo o século 16. A caça desde então tem diminuído e a espécie hoje não é mais ameaçada, sendo protegida na maior parte dos casos. Vários parques e áreas protegidas em viveiros existem para os leões-marinhos. Mas, mesmo assim, os regulamentos de proteção não são efetivamente aplicados em grande parte das situações.
(Resumido e adaptado da Wikipédia em 6 de janeiro de 2019)

Source: own picture.

Date: 2005.

Author: Pepe Robles.

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