Imagens de Animais Selvagens - 179


Photos of Animals, Wildlife Pictures


O aparelho bucal do tamanduá-bandeira é adaptado à sua dieta especializada em formigas e cupins

Description: Giant anteater (Myrmecophaga tridactyla).

O tamanduá-bandeira (nome científico: Myrmecophaga tridactyla), também chamado iurumi, jurumim, tamanduá-açu, tamanduá-cavalo, papa-formigas-gigante e urso-formigueiro-gigante, é um mamífero xenartro da família dos mirmecofagídeos, encontrado na América Central e na América do Sul. É a maior das quatro espécies de tamanduás e, junto com as preguiças, está incluído na ordem Pilosa. Tem hábito predominantemente terrestre, diferente de seus parentes próximos, o tamanduá-mirim e o tamanduaí, que são arborícolas. O animal mede entre 1,8 e 2,1 metros de comprimento e pesa até 41 kg. É facilmente reconhecido pelo seu focinho longo e padrão característico de pelagem. Aliás, a longa pelagem o predispõe a ser parasitado por ectoparasitas, como carrapatos. Ele possui longas garras nos dedos das patas anteriores, o que faz com que ande com uma postura nodopedálica.

O aparelho bucal é adaptado a sua dieta especializada em formigas e cupins, mas em cativeiro ele pode ser alimentado com carne moída, ovos e ração, por exemplo. Ele não possui dentes e sua mandíbula possui pouca mobilidade. Antes dos insetos serem engolidos, eles são esmagados no palato, e seu estômago, como a moela nas aves, possui paredes duras e realiza contrações vigorosas, de forma a moer os insetos ingeridos. A digestão é auxiliada pela ingestão de porções de terra e areia. O próprio ácido das presas ingeridas é utilizado para fazer a digestão, já que o tamanduá não é capaz de produzir o seu próprio.

As vocalizações são poucas e o tamanduá adulto é tido como um animal silencioso. Foi reportada a emissão de sons parecidos com rugidos em encontros agonísticos entre machos e o filhote emite assobios agudos para se manter em contato com a mãe.

A comunicação entre os indivíduos se dá por meio de sinais odoríferos produzidos em glândulas perto do ânus. O tamanduá parece capaz de reconhecer a saliva de outros pelo cheiro. A marcação do território também é feita por meio de arranhões em troncos de árvores e esse comportamento parece diretamente relacionado à sobreposição de áreas de vida e o acasalamento.

As fêmeas são mais tolerantes entre si, e por isso seus territórios acabam se sobrepondo sobre o de outras.[38] Ao contrário, os machos se envolvem em comportamentos agonísticos com muito mais frequência. Ao reconhecer outro tamanduá como oponente, os dois animais iniciam exibições, andando em círculos com a cauda levantada. Esses comportamentos são acompanhados pela emissão de sons parecidos com rugidos. Podem chegar à luta propriamente dita, e o agressor ataca a face do outro com as garras das patas anteriores: o animal agredido foge, e pode ser perseguido por alguns metros pelo agressor, que mantém a cauda levantada e apresenta piloereção. O comportamento do animal submisso é diferente do animal dominante, que além de fugir, pode exibir posturas e comportamentos de defesa, sentando sobre as ancas e mantendo a cauda abaixada, achatada no chão, enquanto emite sons parecidos com rosnados.

Tamanduás são capazes de nadar, inclusive, em rios amplos, e já foram observados banhando-se. Também escalam árvores quando estão à procura de alimento. Não cavam túneis, e para descansar podem cavar pequenas depressões no solo. Costumam dormir curvados, usando a cauda como um manto, provavelmente para se proteger do frio e como camuflagem.

O tamanduá-bandeira é encontrado em diversos tipos de ambientes, desde savanas a florestas. Prefere forragear em ambientes abertos, mas utiliza florestas e áreas mais úmidas para descansar e regular a temperatura corporal. É capaz de nadar em rios amplos. Seus predadores incluem grandes felinos, como a onça-pintada e a suçuarana, e rapinantes podem predar filhotes. Apesar dos territórios individuais muitas vezes se sobreporem aos de outros, são animais primariamente solitários, sendo encontrados com outros somente em situações de cortejamento de fêmeas ou encontros agonísticos entre machos e fêmeas cuidando de filhotes. Se alimenta principalmente de formigas e cupins, utilizando suas garras para cavar e a língua para coletar os insetos.

O tamanduá-bandeira é listado como "vulnerável" pela IUCN. Foi extinto em algumas partes de sua distribuição geográfica, como no Uruguai, e corre grande risco de extinção na América Central. As principais ameaças à sobrevivência da espécie são a caça e a destruição do habitat, e é um animal susceptível a ser atingido fatalmente por incêndios e atropelamentos. Apesar do risco de extinção, pode ser encontrado em inúmeras unidades de conservação, onde muitas vezes é abundante. Sua morfologia peculiar chamou a atenção de diversos povos, como na bacia Amazônica, e até hoje é retratado por muitas culturas, seja de forma carismática ou aterrorizante.

Foi descrito por Carl Linnaeus em 1758, e seu nome científico deriva do grego: Myrmecophaga significa "comedor de formigas" e tridactyla, "três dedos". Porém, ao contrário do que sugere o nome científico, possui cinco dedos. Entretanto, quatro dedos nas patas anteriores possuem garras, que são particularmente alongadas em três dedos. Os tamanduás tendem a andar sobre os nós dos dedos (nodopedalia), especialmente como observado em gorilas e chimpanzés, devido ao longo comprimento de suas garras: apoiam-se principalmente nos três dedos do meio, e as articulações metacarpofalangeanas são estendidas e as interfalangeanas são dobradas. Ao contrário dos membros anteriores, os membros posteriores possuem garras curtas, de forma que o movimento é típico de um animal plantígrado.

O tamanduá-bandeira é o mais terrestre de todos os tamanduás, e seu ancestral provavelmente era arborícola, como o tamanduá-mirim: a expansão de ambientes abertos na América do Sul e consequente aumento de disponibilidade de insetos eussociais propiciaram o surgimento desta espécie.

Foi registrada sua presença desde Honduras na América Central, até o Chaco boliviano, Paraguai, Argentina e por todo o Brasil, sendo ausente na cordilheira dos Andes. A presença dessa espécie a oeste dos Andes, no Equador, é controversa e necessita confirmação. Historicamente, o limite norte de sua distribuição geográfica era Punta Gorda, na Baía de Honduras, em Belize, e o limite sul era Santiago del Estero, na Argentina. A espécie já ocorreu em latitudes mais ao norte do que registrado historicamente, como evidenciado por um fóssil no noroeste de Sonora, no México.
(Adaptado e resumido da Wikipédia)

Photographed at the Phoenix Zoo, Phoenix, AZ.

Source own work.

Date 2007-03-12.

Author: Dave Pape.

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